Philae encontrou moléculas orgânicas no cometa

A sonda Philae descobriu que a superfície do cometa 67P é mais dura do que o esperado e que a atmosfera contém moléculas orgânicas.

Começam a chegar os primeiros resultados dos testes realizados pela sonda robótica Philae ao cometa 67P. A Agência Espacial Europeia (ESA) revelou hoje que a superfície é mais dura do que se esperava. E foi detetada a presença de moléculas orgânicas que estão ainda a ser analisadas.

Certo é que se tratam de moléculas de carbono, do tipo que está na base da vida na Terra. Estes compostos foram detetados pelo Cosac, conjunto de instrumentos alemães a bordo da Philae que tinham a missão de "cheirar" a atmosfera do cometa, escreve a BBC.

Fred Goessmann, o investigador responsável pelo Cosac acrescentou à estação britânica que ainda se está a analisar a composição destas moléculas, pelo que não referiu nada acerca da sua complexidade.

Outro instrumento, o Mupus, equipado com um martelo com vista pesquisar o solo do cometa, descobriu que existe uma camada de pó à superfície de 10 a 20 cm de espessura. Debaixo desta está gelo muito duro. Tanto que o pequeno martelo não conseguiu escavar.

"Era mais rijo do que esperávamos, mas dentro dos parâmetros do modelo teórico", afirmou à BBC Mark McCaughrean, conselheiro científico da ESA. "Não podemos excluir a possibilidade de se tratar de rocha, mas sabemos que a densidade média do cometa é de 0,4 gramas por centímetro cúbico. Não há qualquer hipótese de ele ser feito de rocha", acrescentou.

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