Oceano é um aterro de plástico à escala mundial

Durante décadas, a má gestão de resíduos de toda a espécie, em particular de plástico, tem vindo a acumular-se no oceano formando várias ilhas de lixo, espalhadas por todo o mundo

"O problema existe, mas a ilha de plástico no Pacífico é uma exageração criada pela comunicação social", assegura Carlos Duarte, investigador do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados (Universidade das Ilhas Baleares). A pesquisa liderada por Duarte, publicada na revista "Proceedings", confirma que a contaminação de lixo plástico se estende por toda a superfície de águas marinhas, embora em concentrações mais baixas.

"Esperávamos encontrar 100 vezes mais plástico do que encontramos", disse Carlos Duarte em relação à expedição que fez em 2010. A maior preocupação do investigador é localizar o resto do plástico que não formou ilhas, como no Pacífico e no Atlântico Norte. Este material pode partir-se em pedaços quase microscópicos, criando uma "sopa plástica", como descreveu o cientista Charles J. Moore em 1997, o que torna a sua eliminação extremamente difícil.

Com a crescente acumulação de resíduos há quem fale num sétimo continente, uma vez que a ilha de plástico no Pacífico já conta com o dobro do tamanho dos EUA. Na tentativa de reduzir o crescimento desta e outras ilhas de plástico que flutuam no oceano, a União Europeia propôs diminuir em cerca de 80% o consumo de sacos de plástico no período de uma década. Para atingir a meta, os países membros devem implementar impostos sobre o uso de sacos de plástico ou até mesmo proibi-lo.

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