Lesmas-do-mar ganham maior bolsa atribuída a cientistas portugueses

O Centro de Europeu de Investigação concedeu mais de dois milhões de euros a Sónia Cruz, investigadora da Universidade de Aveiro, para estudar como é que as lesmas-do-mar conseguem produzir fotossíntese. Esta e outras histórias no podcast Ciência com Impacto.

É um mecanismo único na natureza que Sónia Cruz e a sua equipa de investigação querem reproduzir em laboratório. Trata-se de perceber como é que algumas espécies de lesmas-do-mar conseguem alimentar-se de algas, sem digerir os cloroplatos - o que lhes permite produzir energia realizando fotossíntese.

"Queremos saber como é que uma célula animal consegue reter uma estrutura de uma célula vegetal. Sabemos que, na evolução da vida na Terra, esse mecanismo já terá sucedido entre organismos vegetais e que foi isso que deu origem à fotossíntese", explica Sónia Cruz, que logo adianta: "Mas como é que um animal consegue este feito? Entender isso e replicar em laboratório é o desafio deste projeto".

A investigadora não está apenas rendida às lesmas. A sua primeira paixão foram as microalgas e sua migração no sedimento nas águas da Ria de Aveiro. E na continuação desse estudo, dedicou-se aos mecanismos de fotoproteção nas algas - o ponto a partir do qual a energia do sol em anexo prejudica a fotossíntese. "As algas podem ser usadas para produzir energia, como se fossem uma bateria. Os investigadores já o conseguem fazer, têm inclusive um protótipo com uma cultura de algas que dão luz a uma mesa. Agora é necessário otimizar", conta Sónia Cruz. Oiça todas estas histórias, na íntegra, na Ciência com Impacto.

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Um conteúdo DN / Ciência com Impacto

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