Hospitais de Coimbra usam "pacemaker" que reduz mais de 70% o risco de infeções

Novidade é uma "espécie de casulo" que envolve o dispositivo e liberta antibióticos, reduzindo o risco de infeções.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) utilizou pela primeira vez, na sexta-feira, um dispositivo que reduz entre 70% e 89% o risco de infeções após o implante do "pacemaker".

O novo"pacemaker" é "igual aos que se utilizam" normalmente no CHUC, sendo que "a novidade" está numa "espécie de casulo" que envolve o dispositivo, e que liberta antibióticos, o que reduz "o risco de infeções", disse à agência Lusa o diretor do Serviço de Cardiologia do centro hospitalar, Mariano Pego.

"É um avanço muito importante", considerou, referindo que as infeções após o implante do "pacemaker" são de difícil tratamento e que acarretam "despesas enormes", sendo necessário, por vezes, retirar o aparelho para se tratar a infeção.

Este novo dispositivo poderá ser utilizado, por agora, "em doentes com um sistema imunitário deficitário", em que os riscos de infeções são mais elevados, avançou Mariano Pego.

"Não vamos implantá-lo em todos os doentes, porque é um dispositivo mais caro", acrescentou, afirmando, no entanto, que "isso seria o ideal".

Segundo o diretor do serviço, o CHUC é "o primeiro hospital público" em Portugal a usar este tipo de dispositivo.

De momento, o CHUC implanta entre 700 a 800 "pacemakers" por ano, informou Mariano Pego.

Segundo a nota de imprensa enviada à agência Lusa, o "envelope antibacteriano ajuda ainda a estabilizar e a evitar migrações dos dispositivos médicos cardíacos implantáveis" e, após nove semanas, "o envelope é totalmente absorvido pelo corpo".

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