Uma gigantesca "sopa" feita com 270 mil toneladas de plástico

Há 5,25 biliões de peças ou partículas de plástico à deriva nos oceanos, que pesam quase tanto como três superporta-aviões. Um problema que pode ser de saúde humana.

Chama-se projeto 5 Gyres (giros), numa alusão a correntes marítimas, e como o nome sugere envolveu muitas voltas pelos oceanos do planeta à procura do que Marcus Eriksen e Anna Cummins, um casal de investigadores, chamam resumidamente de "sopa de plástico". Em parceria com Charles Moore, da Fundação de Pesquisa Marinha Algalite (AMRF), os cientistas, casados desde 2009, propuseram-se fazer o primeiro mapa global deste poluente nos oceanos. E deram início a uma longa e invulgar "lua-de-mel", cuja conclusão é um retrato que ninguém gostaria de ter no álbum de recordações: existem perto de 270 mil toneladas, 5,25 biliões de peças individuais, a flutuar nos mares.

Foram quase cinco anos de "giros" pelo Atlântico, Pacífico, Índico, golfo de Benguela e Mediterrâneo, começados em janeiro de 2010, a partir de St. Thomas, nas Ilhas Virgens norte-americanas, e que incluíram uma passagem ao largo dos Açores.

O termo "sopa" parecerá quase benévolo para descrever tamanho problema. Basta pensar que os súperporta-aviões Nimitz, da Marinha norte-americana, deslocam um peso na ordem das 100 mil toneladas para se ter uma noção da enormidade do impacto ambiental deste material, inventado há pouco mais de 150 anos.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outras Notícias GMG