Exclusivo "Aqui estão os dragões", a expressão que viajou do século XVI para o mundo digital

Remonta ao século XVI aquele que inscreve entre os primeiros globos terrestres preservados até ao presente. Mais do que um mapa na representação do nosso mundo, o Globo Hunt-Lenox entrega-nos uma mensagem de perigo: "Aqui estão os dragões." Expressão ainda hoje utilizada em informática.

Descem aos quatro metros no solo granítico da Ilha da Liberdade, assim apelidada na década de 1950, as fundações da estrutura que assinala o território de dimensão modesto. Não mais do que sete hectares nas águas da baía de Nova Iorque. Fundações que escoram centenas de toneladas de ferro, betão e granito, talhados a partir do projeto escultórico do francês Auguste Bartholdi e substanciado sob supervisão do conterrâneo, o engenheiro Gustave Eiffel. Em 1886, o solo raso da Ilha da Liberdade elevou-se acima dos 90 metros com a inauguração da Estátua da Liberdade. Sob o peso da recriação em cobre da deusa Romana Libertas, o pedestal erigido em betão, coberto com granito, contou com assinatura norte-americana. A Richard Morris Hunt, arquiteto que contribuiu para moldar a feição de Nova Iorque, foi-lhe entregue o projeto de idealizar a base da estátua, obra com 46 metros de altura, rica em elementos da arquitetura clássica e com alusões à construção azteca.

Hunt, homem com educação e percurso académico ligados à Europa, visitava amiúde o velho continente. Em paralelo, desenvolvia a sua atividade nos Estados Unidos onde, 16 anos antes da ribalta mundial com a inauguração da Estátua da Liberdade, arquitetara a Biblioteca Lenox, em homenagem ao seu fundador, o colecionador e bibliófilo James Lenox.

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