Aquacultura garante produção de alimento a preço justo para todos, defende biólogo

Num planeta superpovoado, onde os recursos são escassos, a aquacultura sustentável faz a diferença. Em África, Rui Rocha está a trabalhar com as populações rurais em aquaculturas de subsistência. Toda a história no podcast Ciência com Impacto.

No norte de Moçambique, mas também em Angola e em São Tomé, Rui Rocha deu vida a um projeto inédito, que contribui para a subsistência das frágeis comunidades rurais e para o empoderamento do papel das mulheres. "A aquacultura comunitária é um tipo de cultivo desenvolvido por famílias ou pequenos grupos, produzindo alimentos para subsistência e para troca. É uma atividade complementar da agricultura tradicional, criada em aldeias sem água canalizada ou eletricidade, e realizada pelas mulheres, o que reforça a sua importância social".

"Os recursos naturais são finitos e o planeta não tem capacidade para fornecer alimento selvagem à população mundial, através da pesca por exemplo", defende o investigador Rui Rocha, que acrescenta: "Os organismos aquáticos são alimentos saudáveis e que podem contribuir para colmatar o déficit em proteína animal em muitas populações. A aquacultura sustentável, como as de cariz comunitário, pode resolver esse problema".

Rui Rocha também se dedica aos corais - que estão particularmente ameaçados por causa do aumento da temperatura do nível do mar. O ecossistema dos recifes de coral está a desaparecer por causa dos excessos das atividades humanas, como a pesca destrutiva, a poluição ou o turismo. Pelo que o investigador decidiu criá-los em aquários: "É uma forma de fornecer corais à aquariofilia sem comprometer os recifes selvagens. Mas, acima de tudo, permite a prospeção e extração de compostos bioativos". Estas e outras histórias na Ciência com Impacto.

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Um conteúdo DN / Ciência com Impacto

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