26 municípios do país preparam respostas às alterações climáticas

Projeto para identificar vulnerabilidades e medidas de adaptação nas diferentes regiões é lançado hoje na Universidade de Lisboa

Cascais já sabe com detalhe o que a espera, e à sua população, no mundo mais quente que está a forjar-se nas alterações climáticas: com o aumento médio da temperatura média anual entre 1,7 e 3,2 graus Célsius para as próximas décadas na zona daquele município, e com a chuva a escassear no outro prato da balança, haverá mais eventos extremos, como ondas de calor, que trarão consigo consequências na saúde, na disponibilidade da água ou no maior risco de incêndios e de perda de biodiversidade. O município já está, por isso, a trabalhar para se adaptar a esse futuro sombrio e é essa experiência que leva hoje ao seminário de lançamento do projeto ClimaAdaPT.Local, no Salão Nobre da reitoria da Universidade de Lisboa.

O projeto, o mais ambicioso de sempre em Portugal em adaptação às alterações climáticas segundo Filipe Duarte Santos, o seu coordenador científico, vai dotar 26 municípios de todo o país de estratégias próprias de adaptação às alterações climáticas e formar técnicos nas respetivas câmaras nesta área - serão 52 no total, em todo o país.

A câmara de Cascais é uma das três, a par das de Almada e de Sintra, que já têm nesta altura estratégias próprias para fazer face às alterações climáticas nos respetivos territórios, e por isso as três integram o consórcio que vai levar o ClimaAdaPT.Local para o terreno, a par das universidades de Lisboa e Nova de Lisboa, dos Açores e de Aveiro, da Quercus e do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano , entre outros participantes do consórcio do projeto.

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