Gays e mineiros contra Thatcher em nova comédia inglesa

Em "Orgulho" recordam-se os tempos agitados do thatcherismo em que as associações de gays e lésbicas apoiaram a luta dos mineiros em greve.

Desde a sua revelação na Quinzena dos Realizadores, no passado mês de maio, em Cannes, o filme inglês Orgulho (estreia-se hoje) distinguiu-se por uma peculiar conjugação de valores: por um lado, há nele a capacidade de evocar um momento crítico da governação de Margaret Thatcher; por outro lado, apresenta-se como uma contagiante renovação dos modelos clássicos da comédia social inglesa.

De acordo com a tradição dos estúdios ingleses, tudo passa, antes do mais, por uma invulgar galeria de atores. Assim, no elenco, surgem veteranos como Bill Nighy e Imelda Staunton, a par de nomes como Dominic West, Paddy Considine ou Andrew Scott, que conhecemos como competentes secundários de diversas produções cinematográficas ou televisivas.

De qualquer modo, o impacto de Orgulho decorre da singular aliança política que encena, aliás, inspirando-se em factos reais. O pano de fundo é a greve dos mineiros que durou cerca de um ano (1984-85), reagindo contra a intenção do governo Thatcher de encerrar várias minas, ameaçando agravar o desemprego que assolava o setor. É nesta conjuntura que algumas associações de defesa dos direitos de gays e lésbicas decidem apoiar os mineiros, organizando uma campanha que ficou conhecida pela sigla LGSM (Lesbians and Gays Support the Miners).

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