"A Mentira de Armstrong" repetida mais uma vez

O filme "A Mentira de Armstrong", que estreia em Portugal a 14 de novembro, revisita mais uma vez "a enorme mentira" que foi a carreira do antigo ciclista norte-americano, irradiado do desporto devido ao envolvimento com doping.

Não era suposto ser assim: Alex Gibney queria fazer um documentário sobre o regresso de Lance Armstrong, quatro anos depois de ter conquistado o seu sétimo Tour e ter decidido reformar-se, mas a vida real do texano, de 41 anos, obrigou a uma mudança completa de roteiro.

"Não vivi muitas mentiras, vivi uma enorme mentira", esclarece o norte-americano logo de entrada, não deixando dúvidas quanto aos minutos que se seguem.

Ao mesmo tempo que acompanha o regresso ambicioso de Armstrong em 2009, Gibney faz recua para o passado mais recente, no qual o mito deixa de o ser e as alegações de dopagem são confirmadas pelo próprio.

Nada fica de fora: nem a entrevista confessional a Oprah Winfrey, em que Armstrong reconhece ter-se dopado nas suas sete vitórias no Tour, nem os testemunhos do seu mais fiel companheiro e antigo melhor amigo George Hincapie, assim como as acusações feitas por Tyler Hamilton, Floyd Landis ou Frankie Andreu.

"A Mentira de Armstrong" não esquece o papel na motivação dos doentes com cancro, a dedicação à Fundação Livestrong ou o papel de pai, combinando a imagem extra competição do norte-americano com a sua competitividade desmedida.

Com o "come back" de 2009 como eixo central, o documentário apresenta imagens inéditas de Michele Ferrari, o polémico médico italiano, ou da rivalidade entre Armstrong e Alberto Contador no Tour do regresso do norte-americano que o espanhol venceu, além de conflitos com alguns jornalistas que sempre questionaram o seu envolvimento com doping.

"A Mentira de Armstrong" é, acima de tudo, uma explicação para o público comum das páginas e páginas apresentadas no relatório da Agência Norte-americana Antidopagem que levaram à condenação de Armstrong à irradiação do desporto.

No final, será esse mesmo público a decidir se acredita ou não nas novas verdades do ex-recordista de vitórias da Volta a França.

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