Refrigerantes e cervejas contra mercado massificado

Num mercado com pouco espaço para os pequenos, há quem tente impor-se nas prateleiras dos supermercados. Com expressão sobretudo nas ilhas, onde refrigerantes e cervejas também querem um lugar ao sol.

Os nomes Ika, Surf, Tops e Uprel não lhe dizem nada? São refrigerantes nacionais e pode não ser fácil encontrá-los nas prateleiras dos supermercados, mas se procurar bem vai encontrar um ou outro entre as Coca-Colas e as Pepsis. Talvez a cerveja Coral já seja mais familiar, mas provavelmente a cerveja Especial Melo Abreu só é conhecida por uma pequena parte da população portuguesa. Falamos de refrigerantes e cervejas não massificados, que lutam por um lugar no mercado.

Uma das fábricas mais antigas é a Empresa de Cervejas da Madeira (ECM), que comercializa as cervejas madeirenses Coral e Zarco e os refrigerantes Brisa, Brisol e Laranjada. A formação da sociedade data de 1872, apesar de só ter assumido o nome actual em 1934. O lançamento da Coral não aconteceu antes de 1969 e os refrigerantes apareceram no mercado no ano seguinte. Mas a estreia da Coral em Portugal continental só se fez em 2004, depois de "vários pedidos dos madeirenses que residem no continente e dos próprios continentais que visitam a Madeira", garantiu João Rodrigues, director de marketing da ECM. Actualmente, a empresa conta com cinco variedades de cerveja Coral, para além da Zarco. Apesar de as informações relativamente às quotas de mercado serem sempre controversas, a EMC estima que a Coral detenha cerca de 87% do mercado madeirense.

O mercado nacional no sector das cervejas é dominado pela Unicer e Centralcer. Os dois grandes fabricantes nacionais controlam aproximadamente 90% do sector (apesar de as percentagens atribuídas a cada um variarem, dependendo da empresa que faz a estimativa), deixando pouco espaço para os produtores não massificados.

Também sob a alçada da ECM, mas um pouco mais abaixo no Atlântico, está a Fábrica de Cervejas e Refrigerantes João de Melo Abreu, empresa produtora nos Açores. A mais antiga produtora de cerveja nacional foi fundada em 1844. Inicialmente comercializava apenas refrigerantes, mas a 16 de Abril de 1892 a empresa iniciou-se no fabrico de cervejas com a Especial, símbolo da fábrica. Seguiu-se a Preta e mantiveram-se os

refrigerantes Laranjada e Kima Maracujá.

No continente, as empresas produtoras de cervejas escasseiam, mas as de refrigerantes proliferam de norte a sul do País. A Diviril Indústria, do Carregado, coloca nas prateleiras o Ika e o 4Ever, a E. Fortuna produz o Surf, Sky e Deep, todos com muitos sabores, da laranja ao maracujá, a Sociedade de Refrigerantes Baía comercializa a gasosa homónima.

Destaque ainda para a Sociedade Refrigerantes Buçaco, que assinala o 90.º aniversário este ano e comercializa as marcas Bussaco (sumo de ananás e laranja), Bussaquina (gasosa) e Bussaquinho (refrigerantes de laranja com e sem gás).

A União de Produtos de Refrigerantes de Estarreja (Uprel) produz refrigerantes para o mercado nacional. Embora as datas não sejam fáceis de apurar, o certo é que o ice tea Uprel, Brig's, Cirel, BB e Sorv (refrigerantes de vários sabores, com e sem gás) conseguem encontrar-se em alguns supermercados.

A Empresa de Águas do Areeiro tem a seu cargo os refrigerantes Frutol e Trevo, a gasosa Spent e Rc Cola.

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