Portugueses bebem menos refrigerantes

Como agora têm menos dinheiro na carteira, os consumidores estão a cortar na compra de refrigerantes e bebidas alcoólicas, tidos como bens não essenciais.

No primeiro trimestre deste ano, o consumo de bebidas alcoólicas no país caiu 0,7% e as não alcoólicas sofreram uma retracção de 0,4%. Esta tendência de queda já vem de trás: o consumo de refrigerantes diminuiu 3,2% no primeiro semestre de 2010 face ao ano anterior, correspondendo a uma venda total de 267,63 milhões de litros.

Se dividirmos os refrigerantes com gás e sem gás, foi nas bebidas sem gás que se verificou uma queda mais acentuada (de cerca de 8,9%: de 62,19 para 56,65 milhões de litros). Já as bebidas com gás, apesar de terem sofrido uma ligeira quebra no consumo, de 1,5%, a diferença foi menos significativa. Na verdade, dentro dos tipos de refrigerantes - de extractos, sumos e aromatizados - apenas os de extractos aumentaram as suas vendas, ainda que ligeiramente: o aumento registado foi de 0,3%.

Relativamente a valores anuais, tem-se verificado, desde 2006, uma descida ligeira do consumo de refrigerantes. Em 2006 foram consumidos 4416,3 milhões de litros, mais 10 milhões de litros do que em 2007 e mais quase 200 milhões de litros do que no ano que se seguiu.

Ainda não há quaisquer dados relativos a 2011 e, embora a decisão inicial de agravar em 17 pontos percentuais a taxa de IVA aplicável a este tipo de bebidas, o recuo na decisão agradou à Associação Nacional dos Industriais e Refrigerantes e Sumos de Fruta (ANIRSF), que na altura tinha previsto uma diminuição da produção e das vendas.

Light é palavra que não consta do léxico dos produtores de refrigerantes nacionais, embora segundo dados da ANIRSF seja um sector em crescimento.

Tanto os refrigerantes de calorias reduzidas como os refrigerantes sem calorias mais do que dobraram o valor de vendas nos últimos seis anos. Em 2003 foram vendidos 21 milhões de litros, contra os 51,8 milhões de litros em 2009.

Quanto aos números de venda de cerveja, as últimas estimativas divulgadas foram feitas pela Associação Portuguesa de Produtores de Cerveja, nas quais situavam a produção de cerveja com álcool nos 7653 mil litros e a produção de cerveja sem álcool nos 180 mil litros. Foi estimada uma exportação de 1730 mil litros e uma importação de 82 mil litros.

Segundo dados de 2005 apresentados pela Associação Portuguesa de Produtores de Cerveja (APCV), a contribuição deste sector em termos de produção e venda de cerveja está estimada em cerca de 1,5% do PIB, com uma produção total de 744 milhões de litros.

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