Estado aprova corte nos bónus dos gestores da REN

Administradores vão passar a receber metade do prémio anual. Proposta foi aprovada com os votos contra dos privados.

O Estado, accionista maioritário da REN - Redes Energéticas Nacionais, aprovou ontem, em assembleia geral, as novas regras de remuneração na eléctrica, o que faz com que os bónus aos gestores sejam reduzidos para metade em 2010.

Até agora, os prémios dos gestores da empresa pública tinham um máximo equivalente a 12 salários mensais, tecto esse que passa para seis ordenados. O presidente da empresa, Rui Cartaxo, disse à Lusa que esta foi a única proposta que passou com votos contra, nomeadamente de alguns accionistas privados.

Assim sendo, José Penedos vai receber bónus pelo desempenho de 2009, apesar de ser arguido no processo "Face Oculta". O ex-presidente da REN vai receber até seis vezes o seu salário mensal em bónus, já que as novas regras aprovadas pelo accionista Estado também se aplicam neste caso. Assim sendo, e segundo o relatório de gestão da empresa, José Penedos terá até 162 mil euros de bónus, de acordo com o seu salário mensal em 2009, que era de quase 27 mil euros, segundo o relatório de gestão da REN do ano passado.

"Um conselho executivo que não soube antecipar os problemas da 'Face Oculta' não merece qualquer tipo de bónus, reduzido a 50% ou qualquer um. É zero!", disse Filipe de Botton, da Logoenergia (que detém 8,4% da REN), e que votou contra a proposta da Parpública, empresa estatal ac-cionista da REN. "Achamos que é uma pouca-vergonha, mas penso que o conselho executivo em funções, independentemente da proposta da Parpública, irá abdicar do prémio", completou.

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