Barnes & Noble pode ser posta à venda

A cadeia de livrarias norte-americana Barnes & Noble, a maior do mundo, poderá ser posta à venda, devido à queda do preço das acções e à mudança dos hábitos dos leitores, noticiou hoje o jornal britânico The Guardian.

Com 720 lojas nos Estados Unidos e um valor de mercado estimado em 700 milhões de dólares (533 milhões de euros), a Barnes & Noble (B&N) admite estar a considerar estratégias alternativas, que poderão mesmo incluir a venda da empresa, após a queda de 45 por cento no preço das acções registada no ano passado.

À semelhança do que vem acontecendo com outras empresas livreiras um pouco por todo o mundo, também as alterações nos hábitos de leitura dos consumidores, que cada vez mais lêem livros em suportes digitais, retirando clientes às livrarias tradicionais, poderão pesar na decisão da administração da B&N, embora a empresa possua a maior loja online de livros electrónicos dos Estados Unidos desde 2009, segundo o Guardian.

A criação dessa loja insere-se, aliás, na anunciada "primeira fase da estratégia digital" da B&N, mas três quartos dos seus lucros provêm ainda dos clientes que vão às livrarias existentes nos 50 Estados do país, apesar de uma quebra nas vendas de cerca de 4,8 por cento até maio deste ano.

De acordo com o Guardian, Leonardo Riggio, fundador da cadeia Barnes & Noble em 1965, ano em que abriu a primeira livraria, em Nova Iorque, na Greenwich Village, declarou-se já interessado em adquirir a empresa se esta for colocada à venda.

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