Autores

"Vir a Évora implica vir à enoteca da Fundação Eugénio de Almeida"

D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora e presidente da Fundação Eugénio de Almeida, Maria do Céu Ramos, secretária-geral, e Pedro Batista, vice-presidente e enólogo responsável pela área da vitivinicultura e da oleicultura, falam sobre o fundador, Vasco Maria Eugénio de Almeida, sobre os vinhos que dão fama e proveito à fundação e, sobretudo, sobre a missão cultural e social que esta faz em Évora e no Alentejo em geral.

Primeira médica portuguesa foi em 1889, primeira presidente talvez no século XXI

Já sabia que no século XIX o DN era adepto de frases de grande eloquência, como a de Victor Hugo a gritar "Portugal dá o exemplo à Europa. Desfrutai de antemão essa imensa glória" ou a de D. Luís a proclamar "Nasci português, português quero morrer". Mas num caso era o escritor francês a elogiar a abolição da pena de morte, no outro o rei a desmentir que nos quisesse trocar pelos espanhóis. Desta vez descobri, através de um grupo no Facebook de admiradores de história de Portugal, uma tirada que se podia atribuir à própria redação, a um qualquer jornalista ou editor: "Para trás a touca de rendas e o avental de chita, para trás o tricô e a agulha de marfim, para trás o pot au feu! Honra à ciência! Glória ao bisturi!". Entusiasmava-se assim o jornal com a notícia da primeira médica portuguesa a abrir em 1889 um consultório em Lisboa.

Quando os portugueses se casavam no Irão

Houve portugueses a casar-se com iranianas no século XVI e a estabelecer-se na antiga Pérsia, contou-me Mohammad Jafar Chamankar, académico que tem investigado as relações entre o Irão e Portugal, velhas de 500 anos, como assinalou nesta semana em Lisboa uma conferência na Torre do Tombo. Esta faceta da miscigenação portuguesa no Médio Oriente é muita vezes relegada para um plano secundário por feitos como a conquista de Ormuz, que fez do golfo Pérsico um mar português durante um século, mas não deixa de dizer muito sobre o peculiar império que, graças ao domínio da tecnologia naval e a uma bravura admirável, o país foi construindo.

"Os portugueses foram os governantes absolutos das costas do Golfo Pérsico"

PremiumEntrevista a Mohammad Jafar Chamankar, a propósito das celebrações dos 500 anos de relações Irão-Portugal, tema de uma conferência que decorre na quinta e na sexta-feira na Torre do Tombo. O professor associado do Departamento de História da Universidade de Urmia e investigador em Estudos do Golfo Pérsico e do Mar de Omã respondeu às perguntas do DN por e-mail. Houve conflito entre os dois países nos século XVI e XVII, mas também alianças.

Os Mercedes, Audi e BMW eram melhores do que os Trabant mas isso nem era o mais importante

Já andei um semestre no Goethe de Lisboa, já passei meses a ouvir as gravações do sistema Pimsleur, já cheguei a comprar livros tipo German for Dummies, mas a verdade é que nunca fui até ao fim na vontade de aprender alemão. Um dia ainda arrisquei perguntar em Berlim a alguém que passa de bicicleta onde ficava a Estação do Zoo, mas depressa tive de me render e confessar que não falava a língua: Ich spreche kein Deutsche.

A Formiga brasileira que já jogou em sete campeonatos do mundo

Miraildes Maciel Mota arrancava a cabeça das bonecas para delas fazer uma bola e jogar nas ruas do bairro pobre de Salvador onde nasceu em 1978, contou o jornal O Globo num perfil da futebolista brasileira quando esta em 2019 participou no seu sétimo campeonato do mundo, recorde absoluto, seja entre as mulheres ou contando também os homens. Também é dela o recorde de presenças em Jogos Olímpicos, com seis. Aos 42 anos, continua no ativo, envergando agora a camisola do Paris Saint-Germain. E pegando na sua alcunha de Formiga, e somando à sua arte com os pés, os franceses até a começaram a chamar de Formidable.