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Duas décadas de terror em nome do Islão

"Esta batalha nem sequer é entre a Al-Qaeda e os EUA. Esta é uma batalha contra os cruzados globais", garantia Osama bin Laden numa entrevista à Al-Jazeera em outubro de 2001. Semanas antes, a 11 de setembro, o mundo observara atónito, a sua rede terrorista, a Al-Qaeda, usar 19 piratas do ar para desviar quatro aviões e atacar a América no seu coração. As Torres Gémeas, em Nova Iorque, caíam como um castelo de cartas numa gigantesca nuvem de fumo, o Pentágono ficava semi-destruído e a Casa Branca só escapou do ataque dos terroristas porque o quarto aparelho se despenhou num campo da Pensilvânia antes de alcançar o seu alvo. O resultado foram quase três mil mortos. Mas se o alvo da Al-Qaeda ("A Base", em árabe) eram "os cruzados", a verdade é que os piores atentados terroristas de sempre também mataram muçulmanos - 32 ao todo, a maioria, 28, em Nova Iorque.

"O meu avô dizia: para filmar um peixe, temos de nos tornar um peixe"

Neto mais velho de Jacques-Yves Cousteau, Fabien ainda tentou carreira no marketing, mas a força do apelido foi mais forte e tornou-se um aquanauta. Depois de uma participação na Glex Summit 2021, organizada pelo Clube de Exploradores de Nova Iorque e pela Expanding World, de Manuel Vaz, falou ao DN por zoom sobre passar 31 dias debaixo de água, a necessidade de investir tanto em explorar os oceanos como o espaço e sobre o seu laboratório submarino Proteus.