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"Se for preciso fazer reforço de vacinas a mais idades faremos"

Na semana em que se sabe que uma nova subvariante da Delta, a AY.4.2 está a ter grande impacto epidemiológico, levando alguns países de novo ao confinamento, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, faz um balanço da pandemia ao DN. E diz que, do ponto de vista do vírus, "ainda há muito para saber e em aberto". As medidas de proteção individual continuam a ser fundamentais. Do ponto de vista pessoal, a pandemia tirou-lhe o sono, que se sentiu algumas vezes injustiçada, mas tinha tanto para fazer que não "sofri muito". E quando se reformar já sabe o que quer fazer: nada.

De norte a sul há hospitais em "estado de calamidade"

A realidade não é de agora. É de há anos. Há situações de "verdadeira calamidade" no SNS. Quem o diz são os presidentes das secções regionais da Ordem dos Médicos que denunciam ao DN situações que lhes chegam diariamente. A falta de profissionais, que advém dos salários baixos, de condições de trabalho e de projetos profissionais, a ineficiência de direções e administrações, a par da "ausência de liderança" da tutela, estão na base do problema. Amanhã o setor da saúde entra em greve. Hoje, o governo deve aprovar em Conselho de Ministros um novo Estatuto para o SNS.

"Não há Saúde sem Saúde Mental

O diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Miguel Xavier, faz um balanço positivo sobre como o país lidou com a pandemia nesta área. E embora ainda não haja nenhum estudo epidemiológico sobre o impacto da covid-19, sabe-se que houve muito mais situações de crises de adaptação à realidade do que desenvolvimento de doença mental. Mas deixa um alerta neste dia mundial: "Não há Saúde sem Saúde Mental", sublinhando que a política laboral de um país é determinante na saúde da população e que ainda há riscos psicossociais provocados pela pandemia, como o fim das moratórias ou a situação difícil de empresas", que têm de ser acautelados.

iMM quer cidadãos a apoiar a ciência. Ana Lázaro já deu o exemplo

"Não é preciso ser-se milionário para apoiar a ciência". A frase é da diretora do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes e significa apenas que cada um de nós pode 'financiar' a ciência com cinco, dez ou 20 euros. Ana Lázaro, a mulher que antes de saber que tinha cancro, deixou uma parte dos seus bens ao iMM, já o fez. É um exemplo. E a instituição decidiu criar um laboratório dedicado só ao cancro da mama em parceria com a extinta Associação Laço. O iMM-Laço Hub assinala o mês de outubro, dedicado à doença.

Portugal pronto para a última fase: abertura total da sociedade

O país atingiu os 83% de população vacinada. Está a dois pontos percentuais dos 85% de vacinados e a seis do máximo de população que pode ser vacinada - já que 11% desta tem menos de 12 anos. Uma situação quase inigualável no mundo. Óscar Felgueiras diz que o país está pronto, quanto mais não seja porque os portugueses deram "uma resposta muito proativa no sentido de se encontrar uma solução para a pandemia". O governo prepara-se para aliviar restrições a partir de 1 de outubro.