"Você não deixe de cantar. Você não deixe de cantar."

É o que dizem na rua a Carlos do Carmo. O fadista fala ao DN do ano em que recebeu o Grammy Latino de Carreira e do diálogo em que o neto lhe perguntou se não seria altura de parar

Nasceu no primeiro dia de inverno há 75 anos. Carlos do Carmo já não vai "para criança". As palavras são do próprio. Conta 50 anos de uma carreira que principiou com a gravação de Loucura num EP do amigo Mário Simões. De lá a cá, neste ano que agora se fechou, viu-se congratulado com o Grammy Latino de Carreira, foi eleito Personalidade do Ano pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal, foi-lhe dedicada a exposição Carlos do Carmo - 50 anos na Cordoaria Nacional, em Lisboa, e o documentário do seu amigo Ivan Dias, Um Homem do Mundo (cuja estreia comercial foi adiada em dezembro para este ano, ainda sem data). No palco do Coliseu recebeu os "companheiros de profissão" Mariza, Camané, Aldina Duarte, Carminho, Mafalda Arnauth, Ricardo Ribeiro, Marco Rodrigues e Raquel Tavares para com ele cantarem Fado É Amor (2013). Mas a glória, essa, é coisa "vã".

Descreve 2014 como "um ano mágico". Está "grato" por tudo. Na sua voz plácida conta os acontecimentos que "coroaram os 50 anos de carreira" e termina: "Isto não é coisa pouca." Não, mas é o próprio quem calibra tudo isso segundo as medidas que lhe deu a vida.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG