Valter Hugo Mãe e Chico Buarque entre os finalistas no Prémio Oceanos

Prémio máximo vale 28.600 euros

O escritor português Valter Hugo Mãe, com o livro "A Desumanização", e brasileiro Chico Buarque, com "O Irmão Alemão", estão entre os 14 finalistas no Oceanos - Prémio de Literatura em Língua Portuguesa, divulgou hoje a organização.

O galardão, que substitui a partir deste ano o Prémio Portugal Telecom, é coorganizado pelo Itaú Cultural e tem como curadora a produtora cultural brasileira Selma Caetano. Valter Hugo Mãe e Chico Buarque estão entre os vencedores do anterior prémio, em 2012 e 2010, respetivamente.

Este ano o prémio não se dividirá em categorias, mas será entregue aos quatro primeiros colocados, que receberão, respetivamente, 100 mil reais (28.600 mil euros), 60 mil reais (17.200 euros), 40 mil reais (11.400 euros) e 30 mil reais (8.500 euros).

Segundo a organização, a disputa que levou à escolha dos livros finalistas foi renhida e, por isso, 14 deles foram nomeados, e não 12, como é usual, porque três obras acabaram empatadas. O anúncio dos vencedores será feito em 8 de dezembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

"A carreira literária ou a importância no panorama literário não foi analisada e sim a obra desvinculada de toda a produção do autor", afirmou a curadora, Selma Caetano, em nota divulgada pela organização.

Entre os finalistas também estão "A Calma dos Dias", de Rodrigo Naves, "Mil Rosas Roubadas", de Silviano Santiago, "O Homem-Mulher", de Sérgio Sant'Anna, "Por Escrito", de Elvira Vigna, todos da editora Companhia das Letras, assim como a obra de Chico Buarque.

Editados pela Cosac&Naif, além do livro de Valter Hugo Mãe, concorrem "Dez Centímetros Acima do Chão", de Flavio Cafieiro, "Ondas Curtas", de Alcides Villaça e "Tempo de Espalhar Pedras", de Estevão Azevedo. Os outros finalistas são "A Primeira História do Mundo", de Alberto Mussa (editora Record), "Querer Falar", de Luci Collin, e "Um Teste de Resistores", de Marília Garcia (ambos da 7 Letras), "Saccola de Feira de Glauco Mattoso (NVersos) e "Totem", de André Valias

O total de obras inscritas na primeira fase do galardão foi de 664, sendo a poesia com mais concorrentes, 252 livros, seguida do romance, com 172, dos contos (102) e das crónicas (32), todos publicados no Brasil, em primeira edição, em 2014.

Os autores angolanos Pepetela, com o livro "O tímido e as mulheres", e Ondjaki, com "O céu não sabe dançar sozinho", estavam entre os 63 semifinalistas, mas não foram selecionados nesta fase.

Os organizadores do Prémio Oceanos informaram ter chegado a um "consenso" sobre a necessidade de se rediscutir estratégias para a participação de escritores africanos e para o reforço do caráter lusófono do galardão.

"Oceanos deve crescer em vários sentidos em 2016, da sua influência no debate literário e cultural no Brasil ao aprofundamento da participação mais efetiva dos livros escritos originalmente em língua portuguesa", afirmou Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, em comunicado.

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