Uma viagem no tempo e o fim da polémica com a Callas

Fiorenza Cossotto, um dos maiores meio-sopranos do século XX, foi presença marcante no São Carlos, que a homenageou em 2014. Estórias de uma cantora que escreveu história na interpretação operática

Foi perto do final da década de 50 do passado século (uma das mais gloriosas da história do canto italiano), que surgiu, aos 22 anos, uma que viria a ser das maiores figuras da ópera do seu tempo: o meio-soprano Fiorenza Cossotto, notável intérprete dos papéis de Amneris, Azucena, Adalgisa, Santuzza, Leonora, Ulrica ou Eboli, entre vários outros.

Nascida no mesmo ano dessoutras grandes figuras da lírica transalpina que foram Luciano Pavarotti e Mirella Freni, La Cossotto teve, por comparação, uma relação mais assídua com o Teatro Nacional de São Carlos. Tanto assim que, em 2014, por ocasião da celebração dos 70 anos do Coro do Teatro, foi ela a convidada especial numa cerimónia havida sobre o mesmo palco que por numerosas vezes pisou entre 1967 e 1991.

Foi aí o regresso a uma casa na qual, diz, só lhe "aconteceram coisas bonitas". E recorda-se de "andar pela rua no dia seguinte à estreia em Lisboa e ouvir: "Cossotto!" aqui, "Cossotto!" ali. Todos me conheciam e isso encheu-me de alegria!" Cinco anos antes, houvera um "dia a seguir" com mais repercussões: "O Corriere della Sera [grande diário milanês] trazia um artigo intitulado "Ontem nasceu uma nova estrela".

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