Tom Cruise entre realismo e "missões impossíveis"

Barry Seal: Traficante Americano, de Doug Liman

Há poucas semanas, a notícia de um acidente na rodagem de Missão Impossível 6 (a lançar em 2018) trouxe de novo o nome de Tom Cruise para a atualidade. Foi um evento benigno, deixando uma dúvida metódica: será que Cruise já só faz filmes de "missões impossíveis"?

A pergunta justifica-se face ao contraditório aspeto desta realização de Doug Liman (que já dirigira o ator, em 2014, em No Limite do Amanhã).

Por um lado, há na história verídica de Barry Seal, piloto de aviação que trabalhou para a CIA nos ano 70/80, as marcas perturbantes das convulsões da era de Ronald Reagan na presidência dos EUA; por outro lado, a obrigação (?) de transformar cada cena num momento de "ação" vai reduzindo as referências realistas a gratuito fogo de artifício - um objeto de competência profissional e laxismo narrativo.

Classificação: ** (com interesse)

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