João Mota é o novo director artístico do D. Maria II

O fundador e encenador do teatro A Comuna, João Mota, aceitou o convite do secretário de Estado da Cultura para ser o diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II.

João Mota, que falava à Lusa depois de ter estado reunido perto de duas horas com Francisco José Viegas, disse estar convicto de que vai ter "um trabalho difícil".

"É preciso acreditar também nos técnicos, nos actores, nos encenadores, em toda uma equipa que existe independentemente do director, porque este dá apenas o seu cunho pessoal. Mas sem equipa não se consegue fazer nada", sublinhou o encenador que vai agora dirigir a sala onde se estreou há 54 anos, tinha então 15 anos.

Sobre as razões que o levaram a aceitar o convite, João Mota disse que uma das razões foi por não ser "pessoa de desistir". "Se não desisti antes do 25 de Abril, quando era tudo muito mais difícil de fazer por que razão ia desistir agora?", questionou João Mota.

Sublinhou porém que não gosta de dizer "vou fazer", prefere dizer "vou tentar".

Ciente de que o orçamento do Teatro D. Maria II é "difícil", João Mota assegurou, porém, que a programação agendada até Fevereiro de 2012 não sofrerá qualquer alteração. "Toda a programação que está agendada até Fevereiro de 2012 é para manter", concluiu.

João Mota não deverá assumir o cargo antes do início de Dezembro, uma vez que a sua nomeação terá que ser ractificada pelo primeiro-ministro, ser submetida a reunião de Conselho de Ministros e depois pelo Ministério das Finanças.

Questionado sobre o que se irá passar com A Comuna, João Mota disse que a direcção da companhia manter-se-á com os restantes elementos, acrescentando porém que vai fazer o espetáculo que tem agendado para estrear a 25 de Abril de 2012 no Teatro S. Luiz, em coprodução com este, e que assinalará o 40.º aniversário da companhia de que foi fundador e encenador.

A Comuna faz 40 anos a 1 de Maio de 2012 e celebrará a data com uma coprodução com o S. Luiz com a encenação de "A controvérsia de Valladolid", de Jorge Luiz Rodriguez Gutierrez, que aborda a questão de saber se a raça negra tem alma ou se são meros objectos, referiu João Mota.

João Mota acrescentou ter dado conta desta decisão ao secretário de Estado que não viu qualquer impedimento para que o encenador assuma a direção daquela peça.

Para o encenador, trata-se de uma peça bastante atual além de ser um espetáculo que já estava na cabeça do encenador e que terá cenografia de António Casimiro.

financeiras.

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