'A Paz' no submundo da guerra no Teatro da Politécnica

Os Artistas Unidos estreiam, hoje, 'A Paz', de António Tarantino, no Teatro da Politécnica, em Lisboa.

Em A Paz, Tarantino manda Yasser Arafat e Ariel Sharon para o deserto, para o exílio, "para que estes dois senhores da guerra conhecessem as misérias do mundo. Condenou-os a uma espécie de expulsão do paraíso", explica Jorge Silva Melo, diretor dos Artistas Unidos.

Vão conhecer o mundo: as estações de comboio, as bichas da assistência social, a miséria do mundo, as mães a quem morrem os filhos, vítimas das bombas. A miséria e a morte estão sempre presente na Palestina, são já uma banalidade. "E isto tudo entre a paródia, o grotesco e a coisa amarga. Com um enorme sarcasmo."

A ideia de fazer esta peça partiu de João Pedro Mamede e Pedro Sousa Loureiro, aos quais se juntou depois Nuno Pardal, três atores vindos de um outro espetáculo dos Artistas Unidos, A Morte de Danton, e que assinam aqui uma criação coletiva, com a colaboração de Jorge Silva Melo.

Esta peça "é desesperante de divertida", diz Silva Melo, sublinhando "uma espécie de riso carnavalesco sobre tudo isto, ao termos os dois grandes senhores da guerra condenados ao martírio dos pobres", mas "é também um grito de revolta".

O espetáculo estará em cena, na Politécnica, em Lisboa, até 2 de março.

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