30.ª edição do Festival de Almada começa hoje

Dez espaços de Almada e Lisboa acolhem a partir de hoje a 30.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Almada, durante o qual vão ser exibidas 28 peças de teatro, dezoito das quais estrangeiras.

Com um orçamento de 545.000 euros - dos quais 200 mil da autarquia de Almada, 195 mil de receitas próprias da Companhia de Teatro de Almada e 150 mil da Direção-Geral das Artes - a edição deste ano do festival homenageia o seu fundador, Joaquim Benite, falecido a 05 de dezembro de 2012.

A homenagem a Joaquim Benite - que desde sempre dirigiu a Companhia de Teatro de Almada, companhia que nasceu do Grupo de Teatro de Campolide, também fundado e dirigido por Benite - traduz-se numa instalação documental da autoria do cenógrafo Jean-Guy Lecat, que para Benite fez a cenografia de peças como "Othello", "A mãe" ou "O fazedor de teatro", a realização de um colóquio internacional sobre a obra do encenador e o lançamento da sua biografia teatral, da autoria de Maria Helena Serôdio.

Os encenadores alemão Peter Stein, o português Luís Miguel Cintra e o espanhol José Luis Goméz são também homenageados nesta 30.ª edição que o atual diretor da companhia, Rodrigo Francisco, classificou como "um ato de resistência numa época de crise".

A 30.ª edição do Festival contempla um ciclo de teatro francês, intitulado "Um olhar sobre o homem e o mundo", e das 10 peças portuguesas a apresentar no festival seis são criações.

Uma ópera eletrónica - "A laugh to cry" -, com música e libreto de Miguel Azguime e um ciclo de teatro nórdico constam ainda da programação do festival, que termina a 18 de julho.

Como atividades paralelas, o certame inclui debates e colóquios e uma exposição da artista plástica Adriana Molder, intitulada "Dodecaedro", patente até 15 de setembro na Casa da Cerca, em Almada.

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