Teatro Nacional São João apresenta programação

Serão nove as estreias que ocorrem entre abril e junho. "O Misantropo" de Molière é um dos destaques.

O Teatro Nacional São João (TNSJ), no Porto, vai dar início ao último quadrimestre da temporada 2015/2016 com o regresso de Nuno Cardoso, que leva ao palco daquela sala O Misantropo de Molière.

Na conferência de imprensa de apresentação da programação entre abril e julho, a presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional São João, Francisca Fernandes, disse que a instituição registou, em 2015, um aumento de 11% no número de espetadores face a 2014 para um total de 104.690, com uma ocupação de sala estável nos 77%.

A presidente do TNSJ disse também aos jornalistas que tem havido contactos com o ministro da Cultura, João Soares, que é um "interlocutor" que tem ouvido "com muita atenção", algo que a responsável do teatro considera saudou, revelando que a secretária de Estado da Cultura, Isabel Botelho Leal, pediu a continuidade de Nuno Carinhas na direção artística do teatro, o que significa que se mantém no cargo até, pelo menos, 2018.

Com nove estreias e 17 espetáculos entre abril e julho, o último período da temporada 2015/2016 do TNSJ abre com O misantropo, a primeira encenação de Nuno Cardoso no São João desde Coriolano em 2014, numa "análise de uma sociedade frívola onde se confunde uma ética de conduta com uma conduta de boas maneiras", como explicou o encenador que também recupera Subterrâneo para o São João entre 14 e 23 de abril.

O final da temporada deste ano no TNSJ inclui também a estreia de Rei Lear, de Shakespeare (de 30 de junho a 17 de julho), uma coprodução Ensemble -- Sociedade de Actores e TNSJ que representa a primeira vez que Rogério de Carvalho leva uma peça do autor inglês a cena.

Outro regresso é o da Seiva Trupe, quando, entre 12 e 29 de maio, João Mota encenar Espectros, de Henrik Ibsen.

Também o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), entre 04 e 17 de junho, se apresenta no TNSJ com, entre outras peças, Nunca mates o Mandarim, a partir do livro de Eça de Queirós com encenação de Gonçalo Amorim.

O encenador, que é também diretor artístico do FITEI, revelou que o festival vai incluir uma representação de El Señor Galindez, pela companhia chilena Teatro Amplio.

Durante a apresentação da programação, Francisca Fernandes lembrou que o TNSJ vai abrir, a partir de sexta-feira, uma convocatória para uma intervenção artística a realizar na fachada do Teatro Carlos Alberto, com regulamento disponível na página do teatro.

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