Teatro Nacional São João abre 2017 com musical

A peça vai ser a primeira encenação em 2017 nos palcos do Teatro Nacional São João (TNSJ), no caso concreto no do Teatro Carlos Alberto, com texto de Regina Guimarães e música dos Clã, anunciou a instituição.

A peça, em cena entre 5 e 29 de janeiro, é uma estreia a ser encenada pelo diretor artístico do TNSJ, Nuno Carinhas, com desenho de movimento de Victor Hugo Pontes, sendo "um espetáculo dedicado aos supernovos, mas que não causa urticária nem mortal aborrecimento a pais, parentes, educadores, vizinhos, padrinhos e madrinhas e demais companheiros", de acordo com a sinopse.

"Fã não é, nesta criação, apenas um fanático de uma banda musical, mas também a abreviatura de fantasma, essa criatura que gosta de teatros, do avesso dos cenários, e aí passa os dias a pregar partidas", adianta em comunicado a instituição.

No final de janeiro, entre 26 e 28, o Teatro Nacional de São João recebe Antes que Matem os elefantes, da coreógrafa Olga Roriz que, com este trabalho, "coloca em cena uma tragédia contemporânea: a cidade martirizada de Alepo, a face mais sangrenta da guerra civil na Síria. A peça começa num registo documental, com vozes de crianças sírias projetadas num ecrã negro, para depois nos instalar no interior de um apartamento em ruínas", lê-se na mesma nota.

Com A Noite da Iguana - que estará em cena de 9 a 26 de fevereiro no TNSJ - o encenador Jorge Silva Melo e os Artistas Unidos regresaam ao principal palco do Porto para fechar um ciclo de quatro peças (três delas coproduzidas pelo TNSJ) dedicado a Tennessee Williams. "Estreado na Broadway em 1961, o espetáculo convoca o público para um ambiente tropical mexicano onde num hotel barato se cruzam um conjunto de personagens que carregam, com sarcasmo e com ternura, os seus paraísos perdidos e os seus infernos construídos, à procura de um porto de abrigo".

Em março, dia 9, volta a haver uma estreia, desta feita no TNSJ, com Os veraneantes de Gorki, encenada por Nuno Cardoso. No mesmo mês, entre 17 e 26 desse, há, também em estreia, Confissões de Santo Agostinho, encenada por Rogério de Carvalho com As Boas Raparigas, num espetáculo que o encenador descreve como um olhar sobre os humanos e a sua situação no mundo, "de indiferença ou de conformismo, sendo o teatro um risco para os que o fazem, claro, no sentido da responsabilização, no sentido do seu papel para a sociedade".

"Queremos questionar o nosso tempo, e as origens são o nosso ponto de partida", acrescenta Rogério de Carvalho no texto que acompanha a programação.

Antes de março terminar, o claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória recebe Júlio César -- Peças soltas, de Romeo Castellucci, numa "intervenção dramática" sobre William Shakespeare que será o regresso do italiano ao Porto depois de ter levado Sobre o conceito do rosto do filho de Deus ao Rivoli, 20 anos depois da participação no primeiro festival PoNTI.

Dias antes, o mosteiro vai acolher um seminário sobre Castellucci, que antecede uma 'masterclass' dada pelo italiano com um número limitado de participantes que requer inscrição junto das relações públicas do teatro.

Ainda em março, entre os dias 22 e 25, Tiago Rodrigues apresenta no TNSJ Como ela morre, a partir de Anna Karenina, de Tolstói.

A produção do Teatro Nacional de São João, Os Últimos Dias da Humanidade, apresenta-se em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II. Com encenação conjunta de Nuno Carinhas e Nuno M Cardoso, a peça parte do texto de Karl Kraus que conta e explora o Carnaval Trágico da Primeira Guerra Mundial numa obra que o próprio autor considerava como impossível de levar à cena. Tal como no Porto, o espetáculo é dividido em três partes - Esta Grande Época, Guerra é Guerra e A Última Noite - que podem ser vistas isoladamente, entre 12 e 22 de janeiro.

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