Teatro D. Maria II com temporada orçada em 860 mil euros e projeto nacional de digressão

O orçamento da temporada 2015/16 do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, é de 861.700 euros, havendo um reforço de 163.000 para os três dias de abertura, disse à Lusa o presidente da instituição.

O presidente do conselho de administração do TNDM, Miguel Honrado, adiantou que está à procura de parceiros para "projetos estruturantes" e para determinadas propostas artísticas, tendo como horizonte o mandato de três anos, iniciado em janeiro passado.

O responsável referiu, a título de exemplo, que se procura um parceiro financiador para o projeto de digressão, intitulado "Rede Eunice", assim designada em homenagem à atriz Eunice Muñoz.

"Esta rede, que em princípio terá um impacto grande em termos do território, anda em torno das produções que o Nacional terá ao longo destes três anos e que poderão circular pelo país, em zonas que não têm grande oferta teatral", explicou Miguel Honrado, acrescentando que o "projeto tem o perfil que interessa a parceiros privados".

A primeira temporada da Rede Eunice deve começar no próximo ano, adiantou.

Quanto aos primeiros três dias da próxima temporada -- de 11 a 13 de setembro - o TNDM irá estar de portas abertas, gratuitamente, e, além de uma homenagem a Eunice Muñoz, de 86 anos, serão apresentadas três peças do diretor artístico, Tiago Rodrigues -- "Ifigénia", Aganémnon" e "Electra".

Na altura, realizar-se-á também a I Feira do Livro de Teatro, assim como uma exposição de partituras do seu fundo documental, entre outras atividades, como uma leitura encenada de "Ricardo III", de Shakespeare.

O presidente do TNDM disse que uma das suas preocupações é a necessidade de "estruturar", mas tendo em conta o horizonte do triénio para o qual a atual equipa -- conselho de administração e direção artística -- foram mandatados pelo secretário de Estado da Cultura.

Questionado pela Lusa sobre o futuro dessa "estruturação", se a equipa não for reconduzida, Miguel Honrado afirmou-se confiante em que "as linhas estratégicas traçadas sejam reconhecidas pela própria sociedade civil", garantindo a continuidade das mudanças que propõe.

"Serão linhas estratégicas que assumirão uma consolidação e solidez, também pelos vários públicos a que nos dirigimos, pelo reconhecimento dos nossos parceiros", afirmou, referindo que a vida das instituições é feita de ciclos, "havendo, de cada um deles, resultados públicos, que trarão um reconhecimento".

No ano passado, o TNDM contabilizou nas duas salas - Garrett e estúdio -, 38.597 espetadores, mais 7.010 que no ano de 2013, mas ainda longe dos 56.242 de 2009, quando atingiu o mais elevado número de espetadores dos últimos seis anos.

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