"Prefiro morrer a ver a coleção sair"

Empresário diz que continua a receber propostas para vender as suas 862 obras de arte, mas não quer vender.

"Prefiro morrer a que a coleção saia de Portugal", disse Joe Berardo, ontem à noite, entrevistado por Mário Crespo na SIC Notícias, no Jornal das Nove. A declaração é mais uma acha na fogueira da já longa discussão entre o empresário madeirense e o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Em que o primeiro diz: "Fica, há um contrato", e o segundo contrapõe com "não podemos".

Em declarações à TVI24, Viegas admitiu que o Estado não pode comprar o acervo nem por metade do valor oferecido pelos israelitas (750 milhões de euros), mas também não tenciona dificultar a venda da coleção por Berardo a terceiros. As 862 obras foram avaliada pela leiloeira Christie's em 316 milhões de euros em 2006 e o contrato com o Estado destinava-se à criação de um museu. O colecionador Joe Berardo afirmou ontem à agência Lusa que a coleção instalada no Centro Cultural de Belém (CCB) "não está à venda" porque "há um acordo para cumprir" estabelecido com o Estado até 2016. "Tenho tido várias propostas de museus e outras instituições para vender, mas não posso vender. A coleção não está à venda, há um acordo de dez anos para cumprir", disse Joe Berardo.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG