"Por pouco não fui no avião em que morreu Sá Carneiro"

Almoço com o músico José Cid.

Aparece à hora combinada, acabado de levantar-se depois de uma noite de concerto nas Docas, desesperado por um café. Com ele vem Gabriela Carrascalão, que deixou Timor para se casar com ele há dois anos. Vamos até ao bar, o lobby cheio de ginastas italianas. Não há café. José trata-me por tu de imediato.

No restaurante O Infante do hotel VIP Zurique, ficamos numa mesa sossegada. Pede um café que não há de aparecer. Toda a conversa vai ser meio caótica, não porque Gabriela interrompa e muito menos o neto Francisco, que se senta à mesa mais tarde, estudante de Direito exausto em tempo de exames. É o próprio José Cid que muda de tema como quem faz zapping, diz poemas - de Sophia, de Lorca, de Natália ou dele mesmo, cantarola canções dele ou de outros. Começamos por uma sopa de ervilhas "para preparar o estômago", mas os pratos voltam para trás - "Esta sopa é servida fria por sistema?" Mil desculpas, sopas agora quentinhas. Falam da casa de Mogofores, onde vivem, e de uma "casinha na Chamusca", no cimo de um monte. José Cid elogia a pintura de Gabriela, resolveu ser o manager dela e até já fez um booklet para mostrar os quadros.

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