Patrícia fez um livro que se tornou café por 18 dias

Feira do Livro. O calor afastou compradores e prejudicou as vendas no ano em que a APEL quis encher o Parque de comes e bebes. Uma designer e autora aceitou ir para trás do balcão

Saltava à vista de quem passou pela Feira do Livro de Lisboa este ano: as barraquinhas de comida cresceram (eram 30) e competem em visibilidade com os 250 pavilhões dos editores. "Houve um esforço da APEL [Associação Portuguesa de Editores e Livreiros] para fazer com que as pessoas se habituem a vir comer à feira", diz Patrícia Furtado, a cara por detrás do Café Patita, um desses novos sítios que apareceram na 84.ª edição, que hoje encerra, às 23.00.

Patrícia Furtado, 37 anos, é designer e ilustradora - a artistas por trás das capas da saga da Gémeas de Enid Blyton (Oficina do Livro) ou dos livros da Caderneta de Cromos (Objectiva), de Nuno Markl -, adora cozinhar, tirar fotos aos seus cozinhados, "mesmo só para um gosto de fazer coisas bonitas", e editou em novembro o Café Patita, um livro de sobremesas que queria apresentar na feira com uma mesa e uma bandeja com os seus bolos. "Tinha imaginado uma coisa como a bancada dos Peanuts", diz. A editora, Divina Comédia, foi mais longe e marcou uma reunião com a APEL, "até um pouco em cima da hora". O Café Patita ergueu-se com a ajuda dos pais, primos e toda a família de Patrícia e funcionou 18 dias, com a ajuda do irmão da autora.

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