Os inéditos diários alemães de Vianna da Motta

Edição patrocinada pela Biblioteca Nacional e pelo Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM) da Universidade Nova dá a conhecer os diários que o artista manteve entre os 15 e os 25 anos. Um trabalho conjunto de Christine Wassermann Beirão, José Manuel Beirão e Elvira Archer

Aos 14 anos e alguns meses de idade, chegava a Berlim um rapazinho português de ar imberbe chamado José Vianna da Motta. Estávamos no início de outubro de 1882 e o pequeno José vinha para a capital alemã estudar no Conservatório Scharwenka. O seu extraordinário talento pianístico levara D. Fernando II e a condessa d"Edla a subsidiar os seus estudos na capital alemã.

Exatamente um ano depois, José começa a manter um diário, hábito que conservará por cerca de uma década. O suporte é sempre o mesmo: nove caderninhos de capa preta, hoje conservados, como o seu espólio, na Biblioteca Nacional. E são estes caderninhos que ora se veem reunidos num verdadeiro tomo de 864 páginas (com 7 cm de lombada!), editado pela Biblioteca Nacional, com o apoio do CESEM e apresentado oficialmente há três semanas, no Teatro da Trindade.

Trabalho a seis mãos, assim distribuído: José Manuel Beirão transcreveu os manuscritos para computador, Elvira Archer realizou a tradução (uns 3/4 da massa de texto está em alemão) e Christine Wassermann Beirão (que assina o Prefácio) revestiu o todo de um aparato crítico constante de copiosas notas de rodapé, um útil índice onomástico (de 30 páginas) e uma relação dos (81) concertos dados por Vianna da Motta entre outubro de 1889 e dezembro de 1891. A apresentação é assinada pelo musicólogo Mário Vieira de Carvalho (fundador e diretor do CESEM), o qual, logo numa das primeiras linhas do seu texto diz deste livro ser um "evento cultural de excecional alcance".

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