Os caminhos da arte contemporânea vão dar a Madrid

(COM GALERIA DE FOTOS) A inaguração oficial da ARCOmadrid 2013 contou hoje com a presença do príncipe Filipe e Letizia Ortiz. Entre as 201 galerias presentes nesta feira internacional de arte contemporânea, onze são portuguesas.

Caminhar pelos dois pavilhões da feira internacional de arte contemporânea ARCOmadrid pode ser um verdadeiro desafio. No total, são 201 galerias que trouxeram na bagagem mais de duas mil obras. As diversidade de cores, materiais, texturas e conceitos é tão grande que e fácil perder uma hora num único corredor. Desde instalações de vídeo, néons provocadores ou mesmo quadros de Picasso, a ARCO expõe obras para todos os gostos e todas as bolsas.

A feira está organizada em dois pavilhões (8 e 10) que, por sua vez, estão divididos em varias secções. Apesar de estar aberta a visitas profissionais desde quarta-feira, a inauguração oficial só teve lugar hoje, com a participação dos príncipes das Astúrias. Seguidos por um batalhão de fotógrafos, Filipe e Letízia passaram pela galeria de Juana de Aizpuro, fundadora da ARCO e uma das grandes impulsionadoras da arte contemporânea em Espanha. Antes da abertura da feira, quando os expositores ainda estavam a ser montados, esta galerista já tinha vendido um quadro por 300 mil euros.

No entanto, não são tempos fáceis para o mercado da arte. Este ano, a crise levou algumas galerias importantes a desistir da feira, depois de o Governo espanhol ter decretado o aumento do IVA sobre as obras de arte para 21%. A crise nota-se também no tamanho das peças. Em anos anteriores era habitual encontrar obras de grandes dimensões, mas nesta 32.ª edição da ARCO tudo parece reduzido ao essencial. No entanto,a ala "Solo Objects", dedicada a obras de grande escala, continua a existir.

O diretor da Feira, Carlos Urroz, reconhece que este ano é mais difícil, mas explica ao DN que houve um esforço para flexibilizar as condições de pagamento, de forma a que as galerias possam pagar uma parte depois da feira. "Temos tentado adptar-nos à situação", explica.

Entre as galerias presentes, contam-se onze portuguesas. Na secção dedicada às galerias mais jovens estao as lisboetas 3+1 (Chiado) e a Caroline Pagès (Campo de Ourique). Apesar da conjuntura económica não ser a melhor, estes galeristas consideram que a visibilidade que se consegue a nível internacional e a oportunidade de contactar com colecionadores e galeristas de todo o mundo compensa o investimento. "Neste momento ou se está nisto porque dá um prazer diferente, um prazer maior, ou então se é pelo negócio puro e duro acho que não faz sentido", considera Jorge Viegas, dono da 3+1.

Durante um passeio pela ARCO, encontram-se conceitos verdadeiramente surpreendentes. Como o caso de uma galeria holandesa que se apresenta com um nome falso, dizendo ser sueca. Dentro do expositor, não está uma obra inerte, mas antes quatro atores que fingem trabalhar para a galeria. Durante dez minutos, executam uma série de movimentos, que depois são repetidos inúmeras vezes. "Tudo nesta galeria é falso", explica um responsável da galeria que, de longe, assiste divertido às reações dos visitantes.

*A jornalista viajou a convite do Turismo de Espanha

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