Óbidos há de ter mais livrarias do que ginja

Óbidos quer ser a capital do livro e José Pinho está a dar uma ajuda. Prepara o festival literário da vila ao mesmo tempo que abre livrarias. Até janeiro nasce mais uma e para o verão um espaço dedicado a Fernando Pessoa. O objetivo é criar lojas que se reconhecem por serem sempre diferentes. E de encher o olho. Uma conversa a propósito do Dia das Livrarias, que hoje se assinala.

A ideia inicial era abrir uma livraria em Óbidos. Convidaram José Pinho, dono da Ler Devagar, que agora está na LxFactory em Lisboa, a visitar a vila e abrir uma livraria na antiga igreja de Santiago. Num passeio pela vila passou pelo mercado, por uma adega e outros oito locais de que foi tomando nota. Em cada um via uma livraria diferente e quando terminou disse que não queria uma livraria mas onze. O projeto cresceu nos últimos dois anos: sete estão abertas, duas têm data prevista para inaugurar e duas estão a ser pensadas. Não vai descansar enquanto Óbidos não for a vila literária portuguesa por excelência. Um misto de Hay-on-Wye, a cidade do País de Gales que tem 38 livrarias e Paraty, no Brasil, onde se realiza o maior festival literário do mundo. "Aqui queremos juntar as duas coisas." Quinta-feira, reuniu--se pela primeira vez com os escritores que irão participar nesta festa, marcada para setembro de 2015.

"Estou apostado em abrir duas livrarias sempre que fecha uma", ironiza, em conversa com o DN, a propósito do Dia das Livrarias que se assinala hoje.

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