O cineasta para quem o cinema não existia

João Lopes sobre Oliveira: experimentou durante toda a vida. Entre Douro, Faina Fluvial e O Velho do Restelo, deixou uma extensa carreira de mais de quatro dezenas de filmes.

Cineasta do Porto, símbolo do cinema português, nome universal da cultura cinematográfica, Manoel de Oliveira faleceu a 2 de abril, aos 106 anos. A idade conferia-lhe o estatuto do mais velho cineasta em atividade. E é um facto que trabalhou até muito perto do fim. O seu derradeiro filme, O Velho do Restelo, uma curta-metragem que põe em diálogo quatro figuras emblemáticas - Luís de Camões, Camilo Castelo Branco, Teixeira de Pascoaes e D. Quixote - chegou às salas em finais de 2014, precisamente no dia (11 de dezembro) em que celebrou o 106.º aniversário.

Entre o seu primeiro filme, Douro, Faina Fluvial (1931), e O Velho do Restelo passaram, portanto, mais de oito décadas. Quer isto dizer que Oliveira foi alguém que viveu, por dentro, as convulsões de quase toda a história da Sétima Arte, ficando também como um dos experimentadores mais obstinados, e também mais felizes, das potencialidades da linguagem cinematográfica.

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