O balanço (positivo) no final da ARCO Madrid

A Feira de Arte Contemporânea chega pela primeira vez a Lisboa, entre os dias 26 e 29 de maio, na Cordoaria Nacional

Galeristas portugueses que participaram na ARCO Madrid - Feira Internacional de Arte Contemporânea, que terminou no domingo, consideram que o certame teve um balanço positivo em vendas e na presença de novos colecionadores.

A feira - que celebrou nesta edição 35 anos de existência - decorreu durante cinco dias em Madrid com a presença de 167 galerias internacionais.

Entre elas estavam dez portuguesas: Mário Sequeira (Braga), Quadrado Azul (Porto), e de Lisboa, 3+1 Arte Contemporânea, Baginski, Cristina Guerrra, Filomena Soares, Graça Brandão, Murias Centeno, Pedro Cera e Vera Cortês.

Contactado pela agência Lusa sobre o resultado do certame, o galerista Pedro Cera fez um balanço positivo, sublinhando as "boas vendas", e o facto de este ano ter visto "mais público português, e sobretudo novos colecionadores portugueses".

"Havia mais visitantes interessados em adquirir obras de arte e não apenas em ver", relatou o galerista, avaliando que a feira "está a recuperar da crise" que atingiu o setor durante os últimos anos.

Pedro Cera termina este ano um mandato de seis como membro do Comité de Seleção da ARCO Madrid, um testemunho que passará à galerista portuguesa Vera Cortês.

Sobre estes últimos seis anos, considera que o certame de arte contemporânea mais importante da Península Ibérica "evoluiu muito e consolidou uma nova imagem e modelo", depois de alguma instabilidade provocada pela mudança de direção na organização.

A galerista Vera Cortês também indicou que as vendas "foram boas e a feira correu bem", enquanto José Mário Brandão, da Galeria Graça Brandão, sublinhou a importância de estar presente no certame.

"É extremamente importante participar na ARCO Madrid. Desde 1985 que levo artistas portugueses e estrangeiros a esta feira", indicou.

A edição online de hoje do jornal espanhol El País fala em boas vendas da arte latino-americana numa feira "de classe média", com os preços das peças a variar entre os 4.500 e os 110 mil euros.

Na lista publicada pelo periódico sobre alguns dos artistas mais vendidos está o português Pedro Cabrita Reis, e ainda Danh Vo, Tacita Dean, Néstor Sanmiguel Diest, Ángela de la Cruz, Daniel Canogar e Juan Uslé.

Para maio, entre 26 a 29, está prevista, na Cordoaria Nacional, a realização da primeira ARCO Lisboa, numa organização da ARCO Madrid, mas com uma menor dimensão, de cerca de 40 galerias.

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