No último dia de NOS Alive, ainda é cedo para balanços

Nas primeiras horas do terceiro e último dia do NOS Alive, o cenário é calmo, tal como ontem, e diametralmente oposto às horas que seguiram a abertura das portas do primeiro dia de festival. Contudo, se a transição de ontem, da calma da tarde para a confusão da noite, constituir regra, os responsáveis serão, entre tantos outros, os britânicos The Libertines, cabeça de cartaz de hoje, Foster the People, Cass McCombs, Chet Faker e Nicolas Jaar.

Um elemento característico do cenário de hoje são os estrangeiros, sobretudo ingleses, do recinto que, como nos dias anteriores, não deixam que o número de 13 mil bilhetes vendidos a estrangeiros pareça estranho. Hoje, os ingleses vêm sobretudo ver a banda conterrânea, The Libertines.Josh e Brittany, um casal na casa dos trinta, vindos de Manchester, Inglaterra, dizem ter gostado muito de Artic Monkeys (quinta-feira, dia 10) e Black Keys (sexta-feira), mas confessam ao DN que foi a banda de Doherty e Barât que os trouxe ao NOS Alive. "Estou muito ansioso para o concerto. Pete Doherty é completamente louco. Não pude vê-los no Hyde Park [a 5 de julho] e não quis perder hoje.", diz Josh. O festival? "Ainda falta a noite de hoje, mas é fantástico! Em Portugal é tudo bonito e barato. Por mim, não saia daqui." Brittany, tímida, anui.O grupo da Francisca, Teresa, Miguel, João, Guilherme e João Pedro veio hoje ao Passeio Marítimo de Algés para ver Bastille, Foster the People e Chet Faker. Quanto a Libertines, a banda liderada por Pete Doherty e Carl Barât (de quem dizem nunca ter ouvido falar), afirmam: "Não é o nosso género." O grupo de 15 anos atribui atribui o pódio dos dois dias anteriores aos Imagine Dragons (quinta-feira), Black Keys e The 1975 (quinta-feira).Eliana, de 28 anos, veio com dois amigos para ver Cass McCombs, The War and Drugs e The Libertines, banda que diz ter ouvido muito até à desintegração, em 2004. Hoje à noite, poderá assistir a um dos concertos do segundo regresso da banda britânica, depois de um curto retorno em 2010.De Pete Doherty, vocalista e guitarrista da banda, a par de Carl Barât, Eliana diz: "É um bocado louco, como é normal nas bandas daquele género. Gosto muito da voz dele." Os concertos de Parquet Courts (sexta-feira), Parov Stelar Band e Artic Monkeys (ambos na quinta-feira), ficarão na sua história pessoal de festivais. Eliana não é uma estreante e, como lhe é habitual, depois do Alive seguirá para o Super Bock Super Rock (a partir de 17 de julho no Meco, em Sesimbra). Fica de fora o Sudoeste: "Nunca na vida." O festival Paredes de Coura e o Primavera Sound (que decorreu em junho, no Porto), não tiveram lugar na lista deste ano da lisboeta: "É pena, ficam fora de caminho." A festivaleira não deixa ainda de referir que o preço dos bilhetes do NOS Alive é "super barato comparado com os festivais estrangeiros e para as bandas do cartaz". "Este festival tem o melhor cartaz de palco secundário em Portugal, não é comum, a maior parte do tempo estou no palco secundário", diz Eliana.

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