Gary Clark Jr. na passagem para os Rolling Stones

Guitarrista norte-americano regressou a palcos portugueses numa altura em que já estavam 86 mil pessoas no Parque da Bela Vista.

Se é verdade que nos Estados Unidos Gary Clark Jr. já é motivo de extensos artigos de publicações de grande tiragem (como a revista Rolling Stone, por exemplo), em Portugal o guitarrista ainda não ganhou a mesma dimensão de popularidade que no seu país natal, apesar desta já ter sido a sua segunda passagem por festivais portugueses.

No Rock in Rio-Lisboa, o músico, cuja obra se pode definir como um misto de Jimi Hendrix com Lenny Kravitz e Ben Harper, teve a tarefa árdua de "abrir" para os Rolling Stones, ainda que não seja um estreante nessas funções, já que no ano passado fez as primeiras partes de vários concertos da digressão comemorativa dos 50 anos de carreira do grupo britânico.

Dado que a sua música ainda não chegou claramente às massas, é natural que tenha sido recebido com alguma apatia pelas milhares de pessoas que se deslocaram ao Parque da Bela Vista. Segundo dados da organização, até às 23.00 já se encontravam na Cidade do Rock 86 mil pessoas.

O guitarrista tocou durante pouco mais de uma hora, tendo-se focado nas canções do seu último álbum, Blak and Blu (2012), tendo passado por temas como Ain't Messin' Around, Bright Lights (com a qual colocou um ponto final no espetáculo) ou Please Come Home, esta distanciando-se, ao de leve, das referências rock'n'roll e blues que dominam os seus temas e aproximando-se mais de uma toada r&b clássica, como que imaginada por Marvin Gaye.

Todavia, os milhares que encheram a Cidade do Rock aproveitaram o concerto de Gary Clark Jr. para guardar energias para o nome que todos anseiam há horas. Os Rolling Stones, claro.

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