Camané, o fadista em estúdio revela-se numa longa-metragem

Camané estreia-se no DocLisboa amanhã e nos cinemas na próxima semana.

Um documentário de Bruno de Almeida sobre a austeridade da criação do fado de excelência. Uma conversa com o fadista e o realizador, que se tornou invisível.

As sessões de gravação do álbum de Camané Sempre de Mim, de 2008, foram o mote para Bruno de Almeida ser a "mosca" nos estúdios Valentim de Carvalho. Fado Camané é uma longa-metragem que explora o processo de trabalho do fadista em estúdio. Um olhar claustrofóbico sobre a criação musical e que não deixa escapar a relação entre Camané e José Mário Branco, o produtor do disco. O filme agarra também na presença em estúdio de Manuela de Freitas, consultora de interpretação e autora de alguns dos fados. Para o cineasta, o importante era fazer que os músicos, ao longo de várias semanas, se esquecessem da presença das câmaras, embora, curiosamente, os planos estejam literalmente em cima dos rostos e dos corpos dos músicos, não só por opção estilística mas também pelo espaço confinado. Mais um momento alto do cinema nacional neste ano tão forte.

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