Bastille estrearam-se em palcos portugueses

Banda enfrentou alguns problemas técnicos na reta final do concerto, mas uma grande fatia do público presente em Algés deixou-se conquistar por esta estreia em Portugal.

Foi ao som do tema do genérico da série televisiva Twin Peaks, criada por David Lynch, que os londrinos Bastille entraram em palco, mas nada na sua música tem de surrealismo, característica que tornou a série célebre. Aliás, as canções do álbum Bad Blood (2013), que o grupo apresentou, são bastante imediatas e isso é visível na resposta entusiasta da massa popular.

Aliás, se durante os primeiros concertos do dia ainda eram poucas as centenas que se encontravam junto a este que é o palco com maior visibilidade no NOS Alive, mal os Bastille iniciaram o seu concerto formou-se uma autêntica multidão. Alguns corriam desalmadamente pelo Passeio Marítimo de Algés logo aos primeiros acordes de Bad Blood, a canção que dá título ao disco de estreia do grupo.

As primeiras palavras dirigidas ao público pelo vocalista, Dan Smith, foram logo na língua portuguesa, o que só potenciou a onda de entusiasmo que já se sentia entre a plateia. Eram visíveis vários cartazes nas primeiras filas dirigidos à banda britânica e algumas fãs não se coibiram de se sentarem às cavalitas de amigos para poderem ter uma visão privilegiada do espetáculo.

Não faltaram os vários sucessos que tornaram os Bastille num fenómeno de massas, que cruza sensibilidade da música de dança mais épica com as estruturas da canção pop. Mas o grupo não se restringiu ao seu repertório, já que logo no início do concerto se entregaram a uma versão de Scrubs, single clássico do r&b da autoria das TLC.

Já no final recuperaram Rhythm of the Night, de Corona, canção emblemática do eurodance, entrando em consonância com o que se ouviu ao início da tarde, no DJ set dos Gin Party Soundsystem.

A despedida ficou marcada por problemas técnicos que fizeram com que o som vindo do palco falhasse consecutivamente, mas isso até motivou a que a imensa plateia fizesse questão de mostrar de forma mais vincada o seu apoio à banda.

Seguem-se os Foster The People e The Libertines.

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