A rebeldia controlada dos Libertines fecha festival

O grupo britânico reuniu-se este ano para pouco mais que uma dezena de concertos pelo continente europeu. Antes passaram pelo palco principal os Foster the People.

Apesar da muita tinta que Pete Doherty fez correr na imprensa ao longo dos últimos anos, os The Libertines são, acima de tudo, um fenómeno britânico. Daí que, por muita alta que fosse a percentagem de público estrangeiro, e maioritariamente vinda do Reino Unido, presente no Passeio Marítimo de Algés na noite de sábado, uma boa parte das pessoas acabaram por abandonar o espaço junto ao Palco NOS logo após os Foster the People terem colocado um ponto final na sua atuação. Ou seja, este regresso dos Libertines, após quatro anos da sua última reunião, acabou por não suscitar um entusiasmo tão grande como aconteceu com os cabeças de cartaz dos dois primeiros dias de festival.

A banda seguiu os mandamentos da escola punk em que se inserem e percorreram uma série de canções do seu repertório quase sem intervalos entre os temas. E chegaram a fazer uma referência a (Sittin' On) the Dock of the Bay, de Otis Redding.

Nas primeiras filas o ambiente que se vivia assemelhava-se à de uma festa de estudantes finalistas de liceu, onde a rebeldia embriagada, inocência desmedida e tensão sexual andavam de mãos dadas. E era evidente que os admiradores mais entusiasmados, cantando várias das canções de cor, eram tão britânicos como a própria banda.

Pete Doherty, de chapéu de marinheiro em riste, já não é hoje o mesmo músico errático de há alguns anos e, no NOS Alive, a banda mostrou-se bastante competente (e sóbria), distante, por isso, dos momentos controversos que, em tempos, pontuaram o seu percurso.

Aliás, se no recente concerto que o grupo deu no Hyde Park, em Londres, dezenas de pessoas ficaram feridas, em Algés a rebeldia foi sempre controlada, em palco e entre a plateia.

Antes dos britânicos estrearam-se no festival os norte-americanos Foster the People, cuja música repleta de refrães pop genéricos, mas constantemente épicos, entusiasmam com relativa facilidade as massas.

Mesmo que tenham lançado em março passado o álbum Supermodel, foi muito graças ao single Pumped Up the Kids (que tem quase quatro anos de "idade") que a banda conseguiu conquistar o público que encontrou em Algés.

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