Museu do Oriente com 400 mil visitantes em cinco anos

O Museu do Oriente, em Lisboa, recebeu cerca de 400 mil visitantes desde a inauguração, em 2008, nas duas exposições permanentes e em mais de meia centena de mostras temporárias, dedicadas sobretudo à arte asiática.

De acordo com dados do museu fornecidos à agência Lusa, no âmbito do 5.º aniversário, que será celebrado na quarta-feira, dia 08 de maio, o Museu do Oriente tem recebido uma média de 80 mil visitantes por ano.

"O Museu do Oriente é, para o público em geral, a face mais visível da Fundação Oriente", comentou, em declarações à agência Lusa, Carlos Monjardino, presidente da entidade, que este ano também celebra 25 anos de existência.

O museu possui um património museológico com cerca de 15.000 peças da Ásia, que vão desde máscaras a mobiliário, passando por armaduras, mapas, têxteis, biombos, porcelanas, terracotas, desenhos e pinturas.

No perfil habitual dos visitantes, além do público adulto, surgem sobretudo alunos entre os sete e os 15 anos, e a percentagem de estrangeiros varia entre os 20 e os 25 por cento.

Para Monjardino, o Museu do Oriente "tem tido um papel importante na vida cultural do país, porque é dinâmico, organiza muitas iniciativas para públicos de todas as idades".

Desde 2008, ano da inauguração, além das duas exposições permanentes e das 50 temporárias nos seus espaços, levou cinco exposições a Leiria e Boticas, e também a Madrid, Banguecoque, Pequim e Macau.

Carlos Monjardino sublinhou que este ano as exposições itinerantes com base no acervo da entidade vão continuar a ser realizadas na Europa e na Ásia.

Ao longo dos cinco anos, as exposições mais visitadas foram "Máscaras da Ásia" (2008/2009), "Encomendas namban" (2010/2011), "Novas Tendências da Arquitetura" (2010), "Brinquedos e Jogos da Ásia", (2011), "Olhem para nós! A nova geração de jovens artistas chineses" (2011), "Manuel Vicente -- Trama e Emoção" (2011), e "O Chá. De Oriente para Ocidente" (2012/2013).

O museu da Fundação Oriente foi criado para mostrar ao público o património cultural da entidade e divulgar a ligação entre as civilizações ocidental e oriental, em particular os vínculos criados por Portugal desde o período dos Descobrimentos.

O acervo do museu está dividido em duas coleções, uma delas alusiva à presença portuguesa na Ásia, com mais de um milhar de objetos artísticos e documentais.

Integra diversos biombos chineses e japoneses dos séculos XVII e XVIII, peças de arte namban, uma coleção de peças de porcelana da Companhia das Índias e um acervo relacionado com a cultura dos povos de Timor.

A maior parte da coleção, no entanto, com mais de 13.000 peças, resultou de uma doação efetuada nos anos de 1970 pela Association du Musée Kwok On, de Paris, com peças relacionadas com as artes performativas da Ásia e os rituais do hinduísmo, do budismo, as religiões animistas e com os cultos xamânicos.

Também possui coleções de máscaras de toda a Ásia, teatros de sombras e outras marionetas da Índia e da China.

Uma das peças mais relevantes da coleção é um biombo namban que retrata a chegada dos portugueses ao Japão, no século XVII, com marinheiros e jesuítas.

Além da exposição permanente, o museu tem atualmente patentes as exposições "Cartazes de propaganda chinesa - A arte ao serviço da política", "Macau. Memórias a Tinta-da-China" e a mostra de fotografia "Do vasto e belo porto de Lisboa".

O Museu do Oriente vai celebrar o 5.º aniversário com entrada gratuita nas exposições, e uma programação especial de atividades para todas as idades.

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