Milionário americano paga 500 milhões de dólares por duas obras de arte

Kenneth Griffin comprou um quadro de De Kooning por 300 milhões e outro de Pollock por 200 milhões.

Kenneth Griffiin, gestor norte-americano e fundador do fundo de investimento Citadel, gastou 500 milhões de dólares (cerca de 450 milhões de euros) para comprar uma obra de arte de Willem de Kooning e outra de Jackson Pollock.

O negócio concretizou-se no outono mas foi só esta semana que Josh Baer revelou a aquisição por um único comprador de Interchange (1955), de De Kooning, por 300 milhões de dólares, e Number 17A (1948), de Pollock, por 200 milhões de dólares. O The Guardian escreve que, a confirmarem-se os valores envolvidos, "este deverá ser um dos maiores negócios de arte de sempre".

Interchange é, segundo Brett Gorvy, um dos responsáveis da Christie's, "uma obra de arte seminal do expressionismo abstrato". O quadro foi originalmente vendido a um colecionador japonês por 20,68 milhões de dólares em 1989 que foi, na altura, um preço recorde para uma obra de arte contemporânea num leilão, de um artista ainda vivo. O quadro foi depois vendido por um valor inferior nos anos de 1990 e era propriedade do magnata da indústria musical e cinematográfica David Geffen.

"Se os valores divulgados estiverem corretos, então Interchange é novamente recordista para uma obra de arte contemporânea", comentou na sua conta de Instagram, Brett Gorvy. No ano passado, Nafea faa Ipoipo (Quando te casarás?) um quadro de Paul Gauguin, um artista do século XIX, também foi comprada por 300 milhões de dólares.

Segundo o The Guardian, não há qualquer informação oficial sobre qual o quadro de Pollock envolvido neste negócio mas sabe-se que David Geffen era também proprietário de Number 8 (1950) e Number 17A (de 1948). O El Pais e o Bloomberg, por seu lado, não têm dúvidas de que se trata de Number 17A.

Nos últimos meses Interchange e Number 17A estavam expostos no Art Institute of Chicago e, para já, lá deverão continuar, uma vez que Griffin é um dos mecenas do museu desde 2004.

Esta não terá sido a primeira vez que Kenneth Griffin comprou obras de arte a David Geffen. Em 2006 tinha lhe comprado False Start, uma obra de 1959 de Jasper Johns. Na sua coleção particular, que até aqui estava avaliada em cerca de 2,3 mil milhões de dólares, encontra-se, por exemplo, uma obra do artista alemão Gehrard Richter pela qual pagou no ano passado 46 milhões de dólares.

Aos 47 anos, o gestor de fundos tem uma fortuna pessoal que ascende a 7400 milhões de dólares. Griffin começou a sua carreira no mundo das finanças quando ainda estava na Universidade de Harvard. A última crise económica mundial arrasou parte da sua fortuna, mas o investidor recuperou rapidamente. No passado mês de setembro realizou a maior operação imobiliária na cidade de Nova Iorque, ao comprar três andares no número 200 de Central Park South.

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