Porto Editora aposta em reedições de autores de culto

Sob o espectro da crise o maior grupo editorial português apresentou hoje as novidades literárias para o outono

Mário de Carvalho era um autor de culto da editorial Caminho. Em 2011 mudou-se para a Tinta da China e agora anuncia a transferência para a Porto Editora. É assim que abre mais uma rentrée literária portuguesa que promete ficar marcada mais por escritores que "mudam de clube" e por reedições de autores de culto do que pelos livros novos.

"Não temos uma estratégia de contenção de custos. A aposta em reedições e menos em novos autores é uma coincidência e representa uma vontade nossa de apostarmos em certos autores". É com esta afirmação que Manuel Alberto Valente, responsável do maior grupo editorial português ( Porto Editora), justifica uma rentrée feita, essencialmente, pela reedição das obras escritores portugueses de culto (Mário de Carvalho, Francisco José Viegas, Almeida Faria, Manuel António Pina, Eugénio de Andrade) e estrangeiros ( Aleksandr Soljenitsin). A reedição destas obras divide-se pelas chancelas Porto Editora, Sextante e Assírio & Alvim que assim consolidam o seu catálogo uma vez que a maioria destes escritores vem de outras editoras.

As novidades pertencem a velhos conhecidos do público português: Carlos Fuentes, com "Contos Naturais", Don deLillo com "O Anjo Esmeralda" ou Rubem Fonseca com os títulos "José" e "Axilas e Outras Histórias Indecorosas". Na área do ensaio destacam-se uma biografia de Jorge Sampaio por José Pedro Castanheira e "Marcelo Caetano-Tempos de Transição", uma recolha de depoimentos sobre este político e o seu percurso.

Na área da poesia destacam-se o novo livro de Tolentino de Mendonça " Estação Central", onde o poeta evoca a sua passagem pelos Estados Unidos, a edição dos "Diários" de Al Berto e Teoria da Heteronimia de Fernando Pessoa, por Richard Zenith. Estas obras pertencem à chancela Assírio & Alvim que foi adquirida pelo grupo Porto editora no inicio deste ano.

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