Livraria Lello encerra dois dias para obras

A livraria do Porto vai fechar as portas nos dias 26 e 27 de julho. Começam as obras de restauro

A última vez que tinha sido feito um trabalho grande de restauro foi em 1995. De então para cá, a livraria tornou-se monumento de interesse público em 2003 e passou a ser de entrada paga. Na próxima semana, fecha para o restauro do piso e pintura das escadas, a primeira de uma série de obras que vão decorrer no edifício da loja, aberta desde 1906.

Madeiras e estuques serão alvo de restauro, mas a grande mudança é o ar condicionado que vai passar a existir na Livraria Lello, segundo o responsável da Comunicação. "Um dos problemas gravíssimos que temos é o calor, não temos forma de arrefecer naturalmente com 3 mil pessoas na livraria", afirma Manuel de Sousa ao DN, referindo-se ao número de visitantes diários que passam pela Lello.

O que vai acontecer agora é que terão um ar condicionado "muito sofisticado", "com 20 pontos de medida espalhados pelo recinto", diz o responsável. "Acredito que no futuro será muito mais confortável", afirma, pelo telefone, acrescentando que no futuro vão controlar melhor "o calor e a humidade".

"É o restauro mais profundo e mais rigoroso", afirma Manuel de Sousa. "Há preocupações que não existiam na altura da última intervenção", nota. Uma das mudanças é, por exemplo, o acompanhamento que hoje é feito por parte da Direção Geral do Património Cultural. Afinal, além de monumento de interesse público, a Livraria Lello é uma das atrações turísticas da cidade do Porto.

O aumento do número de turistas e do número de pessoas que entravam na livraria para ver o seu interior, levou a que a entrada passasse a ser paga. Os visitantes pagam um voucher à entrada que é descontado no interior na compra de livros. "Aumentámos a venda de livros e ficámos com dinheiro para estas obras", refere Manuel de Sousa.

O valor das obras, segundo a Lello, é de 2 milhões de euros.

Os trabalhos decorrem durante o mês de agosto, mas, promete o responsável de marketing e comunicação, não terão impacto nas visitas. Tudo será feito durante a noite.

Estas intervenções, um projeto da Morais Soares Arquitetos, tiveram uma primeira fase que durou até julho de 2016. Nessa altura, foram reparadas a cobertura (e infiltrações), a fachada e o vitral.

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