Literatura portuguesa é atração da Feira de Madrid

A Feira de Madrid vai para a 76.ª edição e os escritores portugueses vão estar em destaque na quarta maior indústria livreira.

A organização da Feira do Livro de Madrid tem um aviso na sua página na internet em que diz: "Atenção, quando a Feira termina as livrarias ficam abertas o ano inteiro." É verdade, mesmo que a cada evento, e já lá vão 75, o recinto da feira seja um dos locais mais animados da capital espanhola durante os dias em que está a funcionar e para lá se dirijam todos os leitores.

A 76.ª edição, que se realiza entre 26 de maio e 11 de junho, terá uma particularidade: Portugal é o país convidado segundo anunciou o diretor da Feira do Livro de Madrid após "uma intensa atividade cultural de Portugal em Espanha, e em Madrid em particular, visível no ano passado (2015) e também neste ano, através da programação da Cultura Portugal". Está, portanto, garantida a presença de muitos autores nacionais e também de livreiros e editores, o que irá permitir que se torne mais conhecida a produção literária portuguesa atual e seja provável a assinatura de vários contratos para traduções para a língua espanhola de nomes menos conhecidos entre aqueles leitores.

Essa é uma garantia, uma vez que a edição no país vizinho é das mais importantes, devido à sua língua ser uma das mais faladas no mundo e estar colocada a nível estatístico apenas atrás da indústria do livro dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França.

Para se ter uma ideia dos números desta feira do livro, tome-se o exemplo do país convidado na última edição, a França, que beneficiou de um total de 8,2 milhões de euros em volume de negócios que aconteceram nas quase cinco centenas de stands distribuídos por 314 editores, vários distribuidores e mais de cem livrarias especializadas.

A história desta feira vem de longe, tendo-se realizado a sua primeira edição em 1933, então no Paseo de Recoletos. O aumento da frequência, bem como da participação de editores e livreiros, obrigou a mudar em 1967 para o Parque do Retiro. Em 1982 passou a ter o nome atual e manteve-se a tradição de um membro da família real estar presente na inauguração.

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