Fundação Berardo 15% mais pobre

A comparticipação do Estado no orçamento da Fundação Berardo para 2012 será de 2,1 milhões de euros, um corte de 15 por cento em relação a 2011, disse à Lusa fonte da secretaria de Estado da Cultura (SEC).

Este valor representa ainda "um corte de 30 por cento em relação a 2010" para a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Coleção Berardo, de acordo com a assessoria da SEC.

O orçamento inclui verbas da Secretaria de Estado da Cultura e do Turismo de Portugal, além de participações de mecenas privados e receitas provenientes da loja do Museu de Arte Moderna e Contemporânea Coleção Berardo, localizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Este ano a transferência da tutela, ainda com o antigo Ministério da Cultura, foi de 2,5 milhões de euros, enquanto do Turismo de Portugal foi de 800 mil euros.

Contactado pela agência Lusa, o diretor artístico do Museu de Arte Moderna e Contemporânea Coleção Berardo, Pedro Lapa, disse que esta redução de 15 por cento no orçamento de 2012 "implicará um corte quase total na programação", não adiantando quaisquer outros comentários.

Pedro Lapa tinha anunciado anteriormente à Lusa que a programação do Museu Berardo para o próximo ano incluiria, entre outras, exposições do pintor chileno Roberto Matta, do brasileiro Hélio Oiticica, de artistas africanos contemporâneos e uma baseada na candidatura a património mundial do cante alentejano.

O Museu Berardo, de entrada gratuita, é um dos espaços museológicos mais visitados em Portugal.

Escusando-se a comentar qualquer outra informação sobre o orçamento para 2012, o diretor geral do museu, Pedro Bernardes, disse à agência Lusa que este ano a instituição estima que atingirá o mesmo número de visitantes de 2009, cerca de 630 mil.

No que toca a outras fundações, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, anunciou anteriormente que a transferência anual do Estado para a Fundação de Serralves, no Porto, vai manter-se a mesma em 2012, com quatro milhões de euros.

A comparticipação do Estado na Casa da Música, também no Porto, para 2012 será de oito milhões de euros, sofrendo um corte de 20 por cento.

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