Finalistas de Belas-Artes mostram-se no Pavilhão 31

Trabalhos de pintura apresentam uma nova geração de jovens artistas, acabados de sair da universidade

São 14 alunos finalistas da licenciatura em Pintura da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa que se apresentam numa exposição coletiva, a partir de 10 de agosto, no Pavilhão 31. A Dispensa, assim se chama a mostra, nome que se relaciona com a "conclusão de uma licenciatura em Pintura, onde o grupo se conheceu", diz Fernão Cruz, um dos jovens artistas representados. "Cada percurso é pessoal e intransmissível, sendo a exposição coletiva uma convergência de quatro anos a partilhar ateliê."

Desta partilha resultaram, então, "trabalhos pictóricos de grande e pequena escala". Para muitos, esta é a primeira exposição, a primeira vez que mostram ao público o seu trabalho. Com os 14 finalistas estão também dois artistas residentes do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, onde decorre a exposição.

Os finalistas com obras expostas são: Catarina Cortez, Fernão Cruz, Francisca Pinto, Henrique Palmeirim Lázaro, João Maria Pacheco, Luís Rocha, Laura Peixoto, Manuel Queiró, Mariana Malheiro, Mariana Tilly, Ricardo Marcelino, Rui Neiva, Sara Mealha e Sofia Mascate. Já os artistas residentes do CHPL são José Domingos e António Costa.

A Dispensa apresenta-se no Pavilhão 31, que tem como conceito "a partilha artística e de saber entre artistas do ateliê de artes plásticas do CHPL e artistas profissionais. É um conceito único em Portugal", enfatiza Sandro Resende, coordenador artístico do espaço, que dinamiza há 16 anos, que dá aulas regulares de artes plásticas aos utentes do CHPL. "Foi um caminho de afirmação, tanto no meio artístico como na área da saúde mental, conseguimos a legitimidade em ambos, queremos continuar este caminho, ambicionado e procurando sempre mais qualidade artística e humana", refere.

"O Pavilhão 31 é o único local em Portugal onde se trabalha estes temas e ao mesmo tempo apresenta arte contemporânea, sendo ela exposições de artistas consagrados, como Pedro Cabrita Reis, Jorge Molder, Jeff Koons ou Eduardo Souto de Moura, entre outros) e pela aposta em jovens artistas com exposições de finalistas, como em projetos como esta Dispensa", frisa.

Há duas formas de seleção dos trabalhos que ali se apresentam, esclarece Sandro Resende. "Por convite nosso, nas exposições por nós criada ou escolhendo as imensas propostas que recebemos, neste caso procuramos sempre um projeto expositivo bem elaborado enquadrado não só no ambiente que rodeia o Pavilhão 31, mas a história artística que nele existe."

No caso de A Dispensa, a ideia chegou no correio das propostas. A mostra apresenta "uma confluência do trabalho de 16 artistas", resume Fernão Cruz. Do ateliê para o Pavilhão 31. Até 31 de agosto. Inaugura no dia 10 às 19.00.

A Dispensa

10 a 31 de agosto Pavilhão 31, Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa

Av. do Brasil, 53

Segunda a sexta das 10 às 16.00

Sábado das 14.00 às 16.00

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