Filho de Vivienne Westwood vai queimar coleção de seis milhões de euros

A fogueira de 'memorabilia' punk está marcada para 26 de novembro, em Camden

2016 é o "Ano do Punk" em Inglaterra, para celebrar as quatro décadas do movimento que queria espalhar a anarquia no país de sua majestade, mas há pelo menos uma pessoa que está contra o que diz ser a apropriação do punk pelo establishment. E que está disposta a protestar com um ato muito punk: o empresário britânico Joseph Corré anunciou que vai queimar a sua coleção de memorabilia punk, avaliada em mais de seis milhões de euros.

"A Rainha dar a 2016, o Ano do Punk, a sua bênção oficial é a coisa mais assustadora que já ouvi", disse Joseph Corré, citado pela Crack Magazine. É um sinal da apropriação da "cultura punk e alternativa" pelo "mainstream", queixa-se o filho da estilista Vivienne Westwood e do empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren, dois nomes do movimento punk. "Em vez de ser um movimento pela mudança, o punk transformou-se numa merda de uma peça de museu ou tributo", concluiu.

A fogueira de memorabilia punk está marcada para 26 de novembro em Camden, Londres, dia em que se assinalam 40 anos sobre o lançamento do single "Anarchy in The UK", dos Sex Pistols.

Corré, de 47 anos, é conhecido por causa dos pais, claro, mas também por ter fundado uma marca de lingerie, a Agent Provocateur, e por ser ativista - tal como a mãe tem feito campanha contra a exploração do gás de xisto (fracking) no país.

Desta vez, elegeu como alvo a "complacência" dos britânicos: "O mais perigoso é que deixaram de lutar pelo que acreditam. Deixaram a luta. Precisamos de rebentar com tudo outra vez"."

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