Fall ou Cair, quando as quedas têm final feliz

Um espetáculo para crianças (Cair) e um espetáculo para adultos (Fall), duas propostas de Victor Hugo Pontes, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

Estão todos pendurados no teto. Caem? Não caem? Vão caindo. Um a um. E vão cair muitas outras vezes ao longo da próxima hora. Vão cair de maneiras muito diferentes. "Mas não são só pessoas a cair", explica o coreógrafo Victor Hugo Pontes. É muito mais do que isso.

A palavra fall foi o ponto de partida para esta criação, que se estreou no ano passado em Guimarães e agora chega ao Teatro Maria Matos, em Lisboa. "Fui-me dando conta dos seus múltiplos significados e conjugações", conta Victor Hugo Pontes. Há o falling in love, ou seja, o apaixonar-se, que é algo bom, muito bom, mas que também pode não ser. Ou, como se diz em português, o "quedar-se de amores" por alguém. Há o outono, que em inglês se diz fall, e que é a época em que as folhas caem e o frio começa a sentir-se mas que é também um momento de transição, essencial da renovação da natureza, que há de voltar a florir. Há ainda a queda física, literal. "A queda é um movimento, uma ação, e gosto muito de trabalhar a partir de ações mais do que de posições", explica o coreógrafo (no seu trabalho anterior, por exemplo tinha partido da fuga para fazer Fuga sem Fim). E, há, por fim, uma queda com um sentido mais metafísico, como quando falamos da queda do homem.

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