Estado vai alienar participação na Tobis

A ministra da Cultura garantiu hoje aos trabalhadores da Tobis que o pagamento dos ordenados está assegurado e revelou que o Estado vai avançar com a alienação da sua parte na empresa. Para os trabalhadores, a greve mantém-se.

Gabriela Canavilhas esteve reunida ao fim da tarde de hoje com os dirigentes sindicais e os representantes dos trabalhadores nas instalações da Tobis, onde garantiu que o Ministério da Cultura "tem estado permanentemente a trabalhar" para evitar "estrangulamentos de tesouraria".

Os 66 trabalhadores têm o salário de outubro em atraso, juntamente com o subsídio de férias. "Já está resolvido o problema dos salários até ao final de Dezembro. O Ministério das Finanças e o Ministério da Cultura já transferiram para o ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual] e penso que o presidente do conselho de administração [da Tobis] já garantiu que na terça-feira todos terão os dois meses que estão em atraso", disse a ministra à Lusa, no final da reunião.

De acordo com a governante, o Ministério da Cultura considera "um pouco irregular" que o Estado seja detentor de "uma empresa com as características da Tobis" e pretende, por isso, avançar para uma solução de alienação. "Vamos alienar a participação do Estado para encontrar parceiros com outra capacidade de resposta e de investimento para a Tobis", revelou a ministra.

Os trabalhadores disseram à Lusa ter ficado satisfeitos com a visita da ministra, mas ressalvaram que, se pela questão dos salários ficaram tranquilizados, a questão da alienação continua a suscitar preocupação. Por isso, a greve mantém-se para dia 15.

Fundada há 78 anos, a produtora conta com 66 trabalhadores, a maioria dos quais com mais de 20 anos de vínculo à empresa.

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